BRASÍLIA-GUARAPARI DE CARRO

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Prezado Abreu,
Obrigado pela boa vontade e pelo serviço de sobrevivência nas nossas estradas dado pelo seu blog. Fui repórter-pesquisador do Guia 4 Rodas nos anos 70, sei o trabalho que dá atualizar as informações – o que dignifica ainda mais o seu blog.
Vou fazer Brasília-Trancoso (BA) e encontrei aqui informação essencial para eu planejar a viagem. Muito obrigado.

Comentário postado em 19/08/2017 as 13:41 por Alceu Simões Nader

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 (O espaço para comentários, dúvidas e consultas sobre esta matéria encontra-se ao final dela, após o último dos comentários).

 

O meu filho mais novo, Dênis, e minha nora,  Luana, terminaram de fazer uma viagem rápida e interessante, que eu e minha navegadora havíamos feito há muitos anos. Precisamente em 1978. Trata-se do roteiro Brasília-Belo Horizonte-Guarapari-Porto Seguro-Ilhéus-Salvador.

            Na época em que fizemos a viagem, tivemos um trecho particularmente angustiante, em função do tráfego pesado de carretas e do traçado alucinado da estrada: o trecho Belo Horizonte a Guarapari.

            Dênis e Luana refizeram o percurso 38 anos depois e se queixaram amargamente do tráfego lento (3 horas para fazer 50 km), pesado e das condições perigosas da rodovia NO MESMO TRECHO!

            Saíram de Brasília no dia 15.4, pernoitaram em Três Marias. Trajeto relativamente tranquilo, com tráfego pesado e asfalto deformado até Cristalina. Foram cinco pedágios de R$ 4,60 cada, o primeiro a 3 km antes de Cristalina. Daí para a frente, pista simples, mas com sinalização impecável e terceira faixa nos trechos críticos. Sinal de celular ruim e só próximo das cidades, com exceção da Vivo, um pouco mais presente no trecho. Faltam postos de combustível de qualidade e só funcionam à noite aqueles próximos das cidades.

            Depois de João Pinheiro, o asfalto parece mais velho, mas não tem buracos. E a rodovia está duplicada a partir de Paraopeba. A partir daí a estrada é excelente até Belo Horizonte. Já no trajeto via João Monlevade e Marechal Floriano até Guarapari, pela BR 262, o relatório do Dênis e da Luana apresenta uma série de impropérios, palavras de baixo calão, reclamações de dores atrozes na coluna e uma vontade homicida de encontrar o engenheiro responsável pela concepção do traçado daquela rodovia.

            Em decorrência, deixo de fazer os registros correspondentes para poupar os nossos leitores, mas a conclusão não podemos deixar de publicar: É MICO! MICÃO! À noite, então, vira King Kong!

            Daí para frente até Salvador, pela BR 101, a viagem foi tranquila, asfalto bom, sinalização razoável para viagens diurnas. À noite, a exemplo do que temos sistematicamente publicado aqui no blog, as viagens são uma aventura de alto risco e só os motoristas mais inexperientes ainda viajam após o pôr do sol.

            Passaram 3 dias na área de Porto Seguro, Caraíva e Trancoso e mais dois entre Ilhéus e Itacaré. Prosseguiram pela BR 101 até a BR 324 em Feira de Santana e, finalmente, deram entrada no nosso flat aqui no Farol da Barra, onde nós os estávamos esperando com nossos colos, costeletas de porco assadas e cerveja gelada.

            Iam ficar algum tempo conosco (estão de férias), mas se lembraram que teriam de fazer a declaração de rendas do IRPF de 2016 e todo o material havia ficado em Brasília. Ficaram 4 dias e retornaram à Capital Federal pela rota Feira de Santana-Ipirá-Itaberaba-Seabra. Pernoitaram em Ibotirama, no hotel Atlanta. A estrada está dentro do seu padrão já conhecido e comentado aqui no blog, sem modificações.

            No dia seguinte, já estavam em casa em Brasília, fazendo carinhos no gato Oto e iniciando a briga com o Leão da Receita Federal.

                                               Edimar Rodrigues de Abreu – 30.04.2016.

 

 

Um comentário em “BRASÍLIA-GUARAPARI DE CARRO

  1. Transcrevemos abaixo comentário de Alceu Simões Nader, postado em 19.08.2017, no post “Manual de sobrevivência em viagens de férias nas estradas brasileiras” e respectiva resposta:
    Enviado em 19/08/2017 as 13:41
    Prezado Abreu,
    Obrigado pela boa vontade e pelo serviço de sobrevivência nas nossas estradas dado pelo seu blog. Fui repórter-pesquisador do Guia 4 Rodas nos anos 70, sei o trabalho que dá atualizar as informações – o que dignifica ainda mais o seu blog.
    Vou fazer Brasília-Trancoso (BA) e encontrei aqui informação essencial para eu planejar a viagem. Muito obrigado.

    Em resposta a Alceu Simões Nader.
    Olá, Alceu. Bem-vindo ao blog. Este seu comentário encheu a gente de orgulho. E como orgulho é pecado, estamos pecando adoidado por aqui. É que receber uma mensagem desse teor de um profissional que ajudava a tocar o Guia 4 Rodas nos anos 70 é um estímulo monumental para esse trabalho de formiguinha que fazemos por aqui. O nosso primeiro Guia 4 Rodas foi-nos dado em 1978 por um amigo da Ivanizes, minha navegadora há 42 anos. Só que a edição era de 1975. E com ele fizemos a viagem de nossas vidas: Brasília-Guarapari-Eunápólis-Salvador-Aracaju-Maceió-Recife-Natal-Gruta de Ubajara(CE)-Fortaleza- Parque Nacional de Sete Cidades(PI)-São Luís(MA)-Belém(PA)-Belém/Brasília-Anápolis-Brasília. E tudo isso em 30 dias de férias. As estradas eram boas e vocês, repórteres-pesquisadores, eram extremamente confiáveis. Seguíamos religiosamente o roteiro de hoteis e restaurantes com o adesivo “Quatro Rodas esteve aqui”. Todas os comentários que aqui se publicam, independentemente do destino da viagem ou da natureza do post original (o blog tem outras seções que não Rodovias Brasileiras), sempre têm uma carga de estímulo para nós, seja porque as pessoas estão inseguras em relação à viagem, seja porque estão agradecidas por irem e voltarem em segurança. Mas uma mensagem como a sua, que parte de uma autoridade no assunto e que ajudou um guia que era uma luz nessa área, quando não existiam internet nem GPS, é particularmente gratificante. Você fez o comentário em nosso post “Manual de sobrevivência em viagens de férias nas rodovias brasileiras”. Por certo deve ter visto os demais posts de nossa aba “Rodovias Brasileiras”, do site wwww.expressaodaliberdade.com.br, que abriga o blog. Dessa forma, gostaríamos ter a sua autorização para reproduzirmos o seu comentário em todos os posts da aba (Brasília-Porto Seguro de carro, Brasília-Ilhéus de carro, Brasília-Salvador-Natal de carro, Brasília-Buenos Aires de Carro e tantos outros que lá estão publicados). Isso porque alguns princípios nossos – segurança, segurança, segurança, ainda que por rotas mais longas e sem viagens noturnas – não são bem compreendidos por alguns de nossos visitantes. Acontece que a maioria de nosso público básico é composta de gente simples, marinheiros de primeira viagem, que partem com a família inteira, em veículos modestos. E é para essas pessoas que nós nos desdobramos para orientar, com responsabilidade, particularmente em relação aos cuidados com os idosos, com as crianças e atenção para com os buracos, os animais na pista, as estradas ermas, principalmente de terra, sem policiamento da PRF, os restaurantes de beira de estrada e os postos de combustíveis de marcas genéricas. Sua presença aqui e nos demais posts seria um importante reforço nessas nossas recomendações, o que muito nos honraria e ajudaria. Mais uma vez, obrigado, Alceu, e esperamos que você nos autorize a reproduzi-lo nos outros posts como solicitado. Faça uma boa viagem para Trancoso e aguardamos notícias suas.
    Um grande e fraternal abraço.
    Abreu
    O Alceu autorizou por e-mail, em 20.08.2017:
    “ Pode reproduzir sem problemas”.
    Abs

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