BRASÍLIA-PIRENÓPOLIS

 

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Prezado Abreu,
Obrigado pela boa vontade e pelo serviço de sobrevivência nas nossas estradas dado pelo seu blog. Fui repórter-pesquisador do Guia 4 Rodas nos anos 70, sei o trabalho que dá atualizar as informações – o que dignifica ainda mais o seu blog.
Vou fazer Brasília-Trancoso (BA) e encontrei aqui informação essencial para eu planejar a viagem. Muito obrigado.

Comentário postado em 19/08/2017 as 13:41 por Alceu Simões Nader

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(O espaço para comentários a esta matéria encontra-se ao final dela, após o último dos comentários).

Depois de quase seis anos, resolvemos dar um pulo rápido a Pirenópolis (GO),  para visitar um grande amigo.

   Pirenópolis fica a cerca de 170 km de Brasília e é conhecida mundialmente como centro gastronômico e  por seu artesanato, mas principalmente por seus recursos ecoturísticos, disseminados entre vales profundos e pequenas montanhas, onde os rios, riachos e ribeirões propiciam uma multiplicidade inacreditável de cachoeiras e corredeiras, cada uma mais linda do que a outra.

   Tínhamos antigamente o hábito de ir a Pirenópolis a cada dois ou três meses, rever amigos, tomar banho nas cachoeiras e curtir as diversas alternativas de bares, restaurantes, bistrôs, cafés e similares.

   E anteontem, para nossa surpresa, nos demos conta do tempo enorme  a que lá já não íamos. E decisão foi imediata: pé na estrada pra Piri. Mas, qual o roteiro?

   Antigamente, utilizávamos a BR 070, que sai de Brasília pela Via Estrutural, passa ao lado da Ceilândia, atravessa a Barragem do Descoberto e, daí, segue pelo Parque da Barragem, Girassol, Corumbá, Cocalzinho e Pirenópolis.

   Porém, em uma das de nossas últimas idas, ficou claro que a estrada estava se deteriorando do ponto de vista físico e que o crescimento desordenado das cidadezinhas no percurso (segundo a ONU, a cidade de Águas Lindas foi a que mais cresceu em número de habitantes na década de 2000 EM TODO O MUNDO. E a segurança, naturalmente, também havia ficado comprometida.

  Nesse meio tempo, a rodovia BR 060, que liga Brasília a Goiânia foi duplicada. Essa rodovia é paralela à BR 070. Faltava-nos apenas uma ligação entre as duas rodovias já próximo da chegada a Pirenópolis. E não deu outra.

   Uma rodovia estadual (GO 338) extremamente simpática, com pouquíssimo tráfego, excelente estado de conservação, liga Abadiânia (a cerca de 120 km do Plano Piloto) diretamente ao trevo de entrada a Pirenópolis.

   A estradinha é uma festa para os olhos, com montanhas suaves, vales verdes e muitas fazendas bonitas. Não encontramos caminhões, nem na ida, nem na volta. Dizem que essa estrada nasceu de um sonho do atual governador de Goiás, que tem uma fazenda às suas margens. Verdade ou mentira, a Estrada do Governador, como a apelidamos, é uma coisinha linda!

   Dessa forma, entre a nossa decisão, por volta das 15h do dia 02.06 (e nós estávamos em Formosa, fazendo compras) e nossa chegada a Pirenópolis, não se passaram mais do que 3 horas.

   Aí, foi aquela festa de rever o Claudinho (JClaudio Sousa, da Pousada Solar dos Amigos, amigo há quase 30 anos), jantar no Monserrat do chef Juan (restaurante espanhol, na adega e internacional no cardápio), conversar até altas horas e curtir um sono tranqüilo com a temperatura externa na faixa de 12 graus.

   No dia seguinte foi conversa fiada por atacado, café da manhã com gosto de Goiás na Pousada Solar dos Amigos, passeios pela cidade, almoço na Venda do Bento (imperdível, ambiente de fazenda, cozinha notável e galinhas de pescoço pelado passeando entre as mesas).

   Um detalhe: nem o Monserrat Gastronomia nem a Venda do Bento aceitam cartões (nem Débito, nem Crédito). Para os desprevenidos, o Monserrat tem uma alternativa interessante, que não vou contar.

    Tarde de preguiça, conversa fiada, rememorações. Cerveja, vinho, soninho na rede. Noite de bacalhau e camarão doméstico, numa troca de chumbo de amigo para amigo.

   Dia seguinte, café goiano e pé na estrada. Mesma estrada e que estrada. Passamos pelo Jerivá: para, não para, retorna, não retorna, é tarde, vamos em frente.

   Passamos por Alexânia e pinta o Outlet Premium Brasília. Um gigantesco centro de lojas de grife com preços 40% mais baratos, NO MEIO DO CERRADO. Descemos para apenas para ver e conhecer.

   Não deu para resistir: os dois bancos traseiros se encheram de Shoulder, Aramis, VR, Any Any, M. Officer e outras coisinhas cujos preços justificam plenamente.

   Uma particularidade: junto com todas essas grifes, uma bem goiana – Jerivá. É isso mesmo: há uma filial do Jerivá com todos os seus empadões, linguiças caseiras, goiabadas, pães-de-queijo e todos aqueles pecados. Trouxemos umas amostras, coisa pouca.  

   Às 17h00, estávamos entrando no portão da roça, com o comitê canino de recepção a postos: Miró, Nega, Stein, Rodin, Quebec, Apolo, Domecq, Barack Obama, Steve Jobs, Capitu, Tieta e Pagu.

   Acho que eles estavam pensando que as roupas e as delícias do Jerivá eram para eles.

                                   Edimar Rodrigues de Abreu – 03.06.2013 

6 comentários em “BRASÍLIA-PIRENÓPOLIS

  1. Transcrevemos abaixo comentário de Alceu Simões Nader, postado em 19.08.2017, no post “Manual de sobrevivência em viagens de férias nas estradas brasileiras” e respectiva resposta:
    Enviado em 19/08/2017 as 13:41
    Prezado Abreu,
    Obrigado pela boa vontade e pelo serviço de sobrevivência nas nossas estradas dado pelo seu blog. Fui repórter-pesquisador do Guia 4 Rodas nos anos 70, sei o trabalho que dá atualizar as informações – o que dignifica ainda mais o seu blog.
    Vou fazer Brasília-Trancoso (BA) e encontrei aqui informação essencial para eu planejar a viagem. Muito obrigado.

    Em resposta a Alceu Simões Nader.
    Olá, Alceu. Bem-vindo ao blog. Este seu comentário encheu a gente de orgulho. E como orgulho é pecado, estamos pecando adoidado por aqui. É que receber uma mensagem desse teor de um profissional que ajudava a tocar o Guia 4 Rodas nos anos 70 é um estímulo monumental para esse trabalho de formiguinha que fazemos por aqui. O nosso primeiro Guia 4 Rodas foi-nos dado em 1978 por um amigo da Ivanizes, minha navegadora há 42 anos. Só que a edição era de 1975. E com ele fizemos a viagem de nossas vidas: Brasília-Guarapari-Eunápólis-Salvador-Aracaju-Maceió-Recife-Natal-Gruta de Ubajara(CE)-Fortaleza- Parque Nacional de Sete Cidades(PI)-São Luís(MA)-Belém(PA)-Belém/Brasília-Anápolis-Brasília. E tudo isso em 30 dias de férias. As estradas eram boas e vocês, repórteres-pesquisadores, eram extremamente confiáveis. Seguíamos religiosamente o roteiro de hoteis e restaurantes com o adesivo “Quatro Rodas esteve aqui”. Todas os comentários que aqui se publicam, independentemente do destino da viagem ou da natureza do post original (o blog tem outras seções que não Rodovias Brasileiras), sempre têm uma carga de estímulo para nós, seja porque as pessoas estão inseguras em relação à viagem, seja porque estão agradecidas por irem e voltarem em segurança. Mas uma mensagem como a sua, que parte de uma autoridade no assunto e que ajudou um guia que era uma luz nessa área, quando não existiam internet nem GPS, é particularmente gratificante. Você fez o comentário em nosso post “Manual de sobrevivência em viagens de férias nas rodovias brasileiras”. Por certo deve ter visto os demais posts de nossa aba “Rodovias Brasileiras”, do site wwww.expressaodaliberdade.com.br, que abriga o blog. Dessa forma, gostaríamos ter a sua autorização para reproduzirmos o seu comentário em todos os posts da aba (Brasília-Porto Seguro de carro, Brasília-Ilhéus de carro, Brasília-Salvador-Natal de carro, Brasília-Buenos Aires de Carro e tantos outros que lá estão publicados). Isso porque alguns princípios nossos – segurança, segurança, segurança, ainda que por rotas mais longas e sem viagens noturnas – não são bem compreendidos por alguns de nossos visitantes. Acontece que a maioria de nosso público básico é composta de gente simples, marinheiros de primeira viagem, que partem com a família inteira, em veículos modestos. E é para essas pessoas que nós nos desdobramos para orientar, com responsabilidade, particularmente em relação aos cuidados com os idosos, com as crianças e atenção para com os buracos, os animais na pista, as estradas ermas, principalmente de terra, sem policiamento da PRF, os restaurantes de beira de estrada e os postos de combustíveis de marcas genéricas. Sua presença aqui e nos demais posts seria um importante reforço nessas nossas recomendações, o que muito nos honraria e ajudaria. Mais uma vez, obrigado, Alceu, e esperamos que você nos autorize a reproduzi-lo nos outros posts como solicitado. Faça uma boa viagem para Trancoso e aguardamos notícias suas.
    Um grande e fraternal abraço.
    Abreu
    O Alceu autorizou por e-mail, em 20.08.2017:
    “ Pode reproduzir sem problemas”.
    Abs

  2. Oi Abreu! Faz um tempo que leio seu blog mas essa é a primeira vez que envio mensagem.
    Fomos a Pirenópolis dia 09/03/2015 pelo trecho recomendado pelo blog e a estrada está ótima. Uma pequena ressalva para o começo da GO338 (primeiros 300 metros) que está mal conservada e mal sinalizada. O motorista pode ficar um pouco receoso se está ou não no caminho certo. Nada grave!
    Um abraço

    • Olá, Myller. Bem-vindo ao blog. Você é o tipo do companheiro de que a gente necessita. É aquele que vem aqui para trazer suas vivências, suas experiências e dividí-las com os demais. Nos nossos sonhos, um dia esse cenário de troca de experiências funcionará sozinho e o velho Abreu ficará aqui, atrás do toco, apenas observando. Obrigado, Myller.
      Um grande abraço.
      Abreu

  3. Adorei!!! Vou ser mais uma assídua visitante! Foi um jantar maravilhoso e mais ainda poder encontrá-los! Bjs e esperamos nos rever antes dos próximos seis anos. Rsss

    • Olá, Silvia. Bem-vinda ao blog! Esta é nossa saudação padrão. Mas, para vocês, uma outra: foi bonita a festa, pá! Obrigados por sua presença e pelo conteúdo da conversa. Um forte abraço.
      Abreu

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