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Olá, Samuel. Bem-vindo de volta. Adoraríamos continuar acompanhando a sua luta, que é a de todos nós. Esse negócio é um calvário, mas a gente não precisa morrer crucificado nele. É antes um desafio, uma busca, uma queda de braço cerebral. Mas, no seu caso, identificamos uma característica absolutamente fundamental para participar dessa briga: o bom humor! Seja bem-vindo de verdade e conte com a gente. Aguardamos notícias suas. Temos aqui na nossa ilharga, dando consultoria, nosso filho mais velho que é farmacêutico, bioquímico e professor universitário (como você) nessas áreas. Muitas das soluções que construímos aqui são de inspiração dele, que se diverte com nossa forma de abordar o problema. Enfim, Samuel, puxe a cadeira, sinta-se em casa. Possivelmente, você chegou até nós pelo Google, postando “poço de água suja” ou coisa parecida. O nosso blog trata desse assunto dentro do nosso site http://www.expressaodaliberdade.com.br, na aba “Sítios e Soluções”. Mas lá tem mais abas e outros calvários. Dê uma olhadinha lá, tá? Aguardamos notícias suas e de sua guerra particular que também é nossa!
Um abração.
Abreu
Abreu, saudações! Fiquei muito feliz com a recepção aqui no seu blog. Sou químico, professor universitário, e, portanto muito curioso e “ansioso”. Quero ver o poço produzindo água e em buscas por mais informações cheguei até você. A questão é, segundo o geólogo, se eu tivesse perfurado o poço em final de agosto, possivelmente teria parado aos 110 m de profundidade, pois nessa fratura seca, possivelmente teria água. Como fiz o poço no final de outubro, nessa fratura tem apenas umidade ou pouquíssima água. Assim a perfuração até os 208 m deu mais segurança, e, quando voltar a ter água nessa fratura seca (talvez demore anos, talvez aconteça agora) terei então um grande volume de água. É o que espero.
Ontem, 03/11/2020 tentei medir o nível de água com um barbante, mas, parece que não desceu corretamente, pois quando fui retirá-lo, veio um bolo de barbante… molhado. Quero tentar novamente, vou colocar um peso maior dessa vez. Quando eu tiver novidades, eu aviso. Peço que mandem e-mail para eu não perder vcs.
Grande abraço.
Olá, Samuel. Bem-vindo ao nosso blog e à confraria dos donos de poços problemáticos. A medição da profundidade é feita com equipamentos especiais pela própria empresa que faz a perfuração. Ao término do trabalho, a empresa emite um relatório, que é uma espécie de certidão de nascimento do poço, que contém diversas informações, entre as quais a profundidade do poço, nível estático, nível dinâmico, vazão e revestimento. Embora você não tenha terminado o trabalho, o poço já chegou à água, o que significa que a empresa já tem esses dados. O que está faltando não é perfurar mais, mas o encamisamento e a instalação da bomba. No relatório final constará a profundidade (208 metros), nível estático (nível, em metros, em que a água fica dentro do poço em repouso), nível dinâmico (nível, em metros, a que a água desce dentro do poço com a bomba funcionando), a vazão (capacidade máxima do poço de fornecer água sem exaurí-la totalmente). A profundidade estática pode ser medida pelo método “lusitano”, ou seja, sem muito rigor técnico. Como você já sabe que a profundidade é de 208 metros, utilize um barbante de 208 metros com um peso na ponta e mergulhe-o no poço. Ao retirá-lo, a parte seca do barbante indicará o nível estático da água (a medida do nível estático é feita DA BOCA DO POÇO ATÉ A AGUA). Com muitas variações, em função das características de cada poço, para fazer um exercício e se ter uma ideia – também sem qualquer rigor técnico – pode-se admitir que o nível dinâmico seria aproximadamente 3 vezes o nível estático. Digamos, por exemplo, Samuel, que a parte seca do barbante que você usar meça 32 metro. Nesse caso, é possível admitir-se que o nível dinâmico fique em torno de 96 metros. Mas tudo isso são exercícios para que você tenha ideia de como são essas medidas. Os valores medidos pelas empresas de perfuração, utilizando de delicados sensores hidrostáticos, podem ser totalmente diferentes e é neles que você deve se basear. Aí, cabem algumas ponderações adicionais. Na perfuração, a broca atravessa uma camada de terreno sedimentar, mais macio, até encontrar a rocha-mãe. Normalmente, o revestimento é feito só na camada de terreno sedimentar, porque este é mais sensível a contaminações. Uma vez encontrada a rocha, não é muito comum revesti-la: a própria rocha não é propensa a contaminação por coliformes fecais ou totais, por exemplo. Assim, não compreendemos essa hipótese de encamisar TODO o poço, ou seja, os 208 metros. Costumeiramente, a camada de terreno sedimentar situa-se em torno de 30-40 metros, às vezes muito menos, a depender da região. Rediscuta esse aspecto com o pessoal técnico da perfuradora. Já a fratura aos 104 metros é um fator complicador: como a água vem do fundo do poço (192 metros), ao atingir a fratura é como se a água estivesse enchendo um cano rachado e chegasse à rachadura: a tendência é a água sair do tubo através do furo para o ambiente exterior. Isso pode ser a razão do barulho de água caindo que você escuta. Se a quantidade de água que vaza pela fratura for muito grande, todas as demais medidas (nível estático, dinâmico e vazão) ficam prejudicadas. Isso talvez explique a proposta da empresa de encamisar todo o poço para, assim, “tapar” a rachadura e impedir a água de se perder. Estamos levantando essas hipóteses, Samuel, para ajudá-lo a entender minimamente o que está acontecendo com o seu poço. Por exemplo, mesmo com esse vazamento lá na fratura, o nível estático ficar a 30 ou 40 metros da boca do poço (a parte seca do barbante), significa que a água perdida na fratura talvez não seja em quantidade tão grande e talvez o poço possa funcionar normalmente mesmo com essa perda. Nessas condições, um exercício interessante seria colocar a bomba ABAIXO do local da fratura. Todas essas são ideias nascidas da nossa sofrida experiência com poço de água suja. Engenheiros e geólogos seguramente terão respostas mais corretas e eficazes. Mas não custa saber e experimentar, não é? Gostaríamos de manter contato com você durante essa sua luta, para poder ajudá-lo, se isso estiver ao nosso alcance. Dê notícias, OK?
Um grande abraço.
Abreu
Fiz um poço recentemente, mas ainda não terminei. Motivo me preparei para 80 metros, (…) deu uma fratura aos 104 e agua a 192 metros, perfurando até 208m. Então preço ficou muito além do previsto e por isso não terminei (encamisamento dos 208 m e instalação da bomba e detalhes complementares. Minha questão (por ansiedade) é 1)querer saber o porque de um barulho de água caindo no interior do poço; 2)qual profundidade a água está? 3)como medir a altura de água no poço?
]]>Olá, Lilian. Bem-vinda de volta ao nosso blog. Essa nova experiência (abrir mais um pouco o registro e deixar a água jorrar) está sendo feita a 100 metros ou a 102? Possivelmente o gestor está experimentando a hipótese de retirar o depósito de xisto sem prejudicar a bomba. Isso significa manter o bombeamento em ritmo baixo, “low profile”, com jeito de moça, e observar o resultado. Achamos muito interessante esse teste. Só não nos conformamos muito com o controle da vazão através do registro (porque força a bomba), mas não há outra alternativa. Se baixasse a bomba, a vazão diminuiria normalmente, mas isso não é impossível porque, se ela for baixada, atravessa a camada de xisto. Vamos fazer o seguinte, Lilian: vamos observar essa experiência do gestor e conhecer as conclusões. A partir delas – se não houver solução para o problema -, nós entraremos com nossas buscas pelo “método lusitano” para ajudar você. Dê notícias.
Um abração.
Abreu
Oi Abreu! Tenho 50 anos em moro em Nova Lima, MG. Durante perfuração, descemos até 150m para aumentar volume, o que não ocorreu. A empresa, Hidropoços, tem grande e bom histórico na região. Foi ela que identificou o xisto durante perfuração. O dado da fenda a 102m veio após nova investigação com a rotativa + jato pressão (conjunto voltou após retirada da 1a bomba que estragou) em que o próprio proprietário (Vicente) ficou por cerca de 6h observando e anotando o que saía a cada tubo inserido + jato d‘água. Hoje amanheci com a água menos turva mas volume muuito menor. O gestor pediu para abrir um pouco o registro e deixar continuar a jorrar…
]]>Olá, Lilian. Seja bem-vinda ao nosso blog e que bom que você se sente bem por aqui. Não temos registros anteriores desse problema específico, Lilian, ou seja, a transposição pelo poço de uma camada de xisto betuminoso, principalmente a uma profundidade tão grande. O xisto é uma formação de rochas sedimentares, isto é, que se formam a partir do acúmulo de diversos materiais rochosos, juntamente com matéria orgânica (restos vegetais e animais decompostos). Ora, o seu poço tem 150 metros de profundidade, sendo que o terreno sedimentar vai até 42 metros e, a partir daí, é terreno cristalino (a rocha-mãe). Sessenta metros abaixo da rocha-mãe apareceu terreno sedimentar novamente e, com ele, o xisto. Não é um caso comum. Essa fenda (uma fissura na rocha-mãe) deve vir desde os 42 metros e o material desceu por ela e cruzou de novo o seu caminho a 102 metros. Como você descobriu que era xisto? Foi durante a perfuração? O material retirado dos 102 metros mostrou constituição física do xisto? A turbidez da água nesses nossos poços de água suja é até um padrão, é o “normal” para poços de água suja. Para a água turva, temos cá nossas soluções. O problema é o xisto. Sua água tem nata de óleo ou gordura? Tem cheiro de derivados do petróleo, como querosene ou gasolina? Outra preocupação nossa é a vazão. 600 l/h é muito pouco para tanta profundidade. Quando começa a perfuração do poço, já nos primeiros 30 ou 40 metros já se consegue essa vazão, embora seja de água de superfície, ou seja, passível de contaminação orgânica por fezes, animais mortos e vegetais em decomposição. Antes de encontrar a rocha-mãe aos 42 metros, você sabe se o poço já estava com essa vazão de 600 l/h? Quando ele chegou aos 150 metros a vazão aumentou ou permaneceu a mesma? Essas perguntas, Lilian, são para que possamos entender com o que você está lidando. Por exemplo, se você tinha inicialmente uma vazão de 600 litros por hora e após 150 metros a vazão continuou a mesma, significa que os 108 metros adicionais não acrescentaram nada à sua vazão e são improdutivos. Simplificando: era melhor ter parado nos 50 ou 60 metros, com os 600 litros de vazão e sem “cutucar” a fenda do xisto. Mas quem tem o dom da adivinhação? Sim, porque abrir poço é um jogo de pôquer e depende de sorte. As empresas se comprometem a perfurar o poço, mas não a garantir que dali vai brotar água potável da melhor qualidade. Como nós estamos enchendo você mais de perguntas do que de respostas, vamos dar um espaço para você contar detalhes da sua caminhada rumo ao Calvário do Poço Artesiano de Água Suja” e nos trazer algumas respostas às nossas perguntas. A partir daí, vamos buscar juntos uma solução que ao menos diminua seu sofrimento, tá? Existem soluções? Claro, tem que haver: só não há soluções quando se morre e nós estamos vivos, não é? Por que o xisto se manifesta aos 102 metros e não aos 100? Será que ele se manifestará se a bomba for colocada a 105 ou 110 metros? Se não se manifestar, vale a pena revestir esse poço naquele trecho polêmico entre 102 e 110 metros, se o aumento da vazão o justificar? Se a fenda continuar dos 102 até os 150 metros o que fazer? Podemos pensar em aterrar os últimos 50 metros e ficarmos com um poço de 100 metros sem xisto? Vamos lá, Lilian. Nada de esmorecimento: precisamos conhecer o qual é o seu problema. Porque, ao conhecermos o problema, já teremos metade da solução, certo? Conte com a gente para pensarmos juntos. Só não meta a mão no bolso para gastar mais dinheiro por enquanto. Você já gastou muito. O momento é de calma e parcimônia. Você já tem 600 litros por hora de água turva, que poderemos limpar. E isso significará cerca de 14.000 litros de água limpa por dia, o que não é pouco. Vamos para a briga, Lilian! Vamos dar um jeito nisso juntos. Aguardamos o seu retorno por aqui.
Um grande abraço.
Abreu
Olá, Leila. Que bom que você entendeu nosso trabalho. Esse é um problema revoltante, para o qual o mercado não tem respostas, e cada um de nós tem de reduzir o nível de raiva, voltar os olhos para a natureza, buscar inspiração nela e procurar os sofredores do mesmo problema. Foi isso que nós descobrimos e é isso que nós fazemos aqui. Temos certeza de que você e seu marido vão resolver definitivamente esse problema. De qualquer modo, estaremos aqui, a postos, para ajudá-los, OK?
Um abração.
Abreu
Muito obrigada pelas sugestões. Vou colocá-las em ação assim que puder. Como sempre o senhor consegue ser muito agradável e tornaa situação que difícil em algo possível! Parabéns pelo cuidado em responder! Um forte abraço!!!
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