define('DISALLOW_FILE_EDIT', true); define('DISALLOW_FILE_MODS', true);{"id":12,"date":"2009-07-11T00:44:15","date_gmt":"2009-07-11T03:44:15","guid":{"rendered":"https:\/\/www.expressaodaliberdade.com.br\/?p=12"},"modified":"2019-12-03T21:43:19","modified_gmt":"2019-12-04T00:43:19","slug":"poco-artesiano-de-agua-suja","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.expressaodaliberdade.com.br\/?p=12","title":{"rendered":"S\u00cdTIOS E SOLU\u00c7\u00d5ES : Po\u00e7o artesiano de \u00e1gua suja"},"content":{"rendered":"
(Informa\u00e7\u00f5es atualizadas ao final do texto).<\/span>\u00a0<\/strong><\/em><\/p>\n \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a011.07.2009<\/span><\/strong><\/em><\/p>\n A SOLU\u00c7\u00c3O QUE VIROU PROBLEMA<\/strong><\/span><\/p>\n (O espa\u00e7o para coment\u00e1rios a esta mat\u00e9ria encontra-se ao final dela, ap\u00f3s o \u00faltimo dos coment\u00e1rios).<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n Quando compramos, em l981, um s\u00edtio de 6 ha h\u00e1 50 km de Bras\u00edlia, decidimos que, quando nos aposent\u00e1ssemos da\u00ed a 25 anos, e f\u00f4ssemos morar l\u00e1 durante parte do ano, ter\u00edamos de ter um po\u00e7o artesiano. O nosso lindo riachinho, de \u00e1guas cristalinas durante quase todo o ano, torna-se um turbilh\u00e3o de \u00e1guas revoltas e sujas durante o per\u00edodo das chuvas. <\/strong><\/span><\/p>\n Em novembro de 2007, j\u00e1 aposentados, conseguimos afinal realizar o sonho: depois de anos de economia e de horas de tens\u00e3o (“com 30 metros d\u00e1 \u00e1gua”; “n\u00e3o deu, mas, com 40, d\u00e1”; “dos 70 n\u00e3o passa”; “110, com certeza”; “n\u00e3o deu com 130, mas vamos cavar mais 10, est\u00e1 pertinho”) aconteceu a explos\u00e3o de \u00e1gua aos 142 metros ( e a R$ 90,00 o metro), com a vaz\u00e3o de 21.000 litros por hora.<\/strong><\/span><\/p>\n Depois da comemora\u00e7\u00e3o, os planos para buscar o dinheiro para os 50 metros n\u00e3o previstos. Mas tinha valido a pena: era o sonho de 26 anos que jorrava e molhava o ch\u00e3o do cerrado. <\/strong><\/span><\/p>\n Depois de um m\u00eas de \u00e1gua abundante e l\u00edmpida, come\u00e7aram os problemas. Grandes tufos de \u00e1gua barrenta, intervalos de um ou dois dias, inutilizavam todo o conte\u00fado da caixa de 12.000 litros, que precisava ser esvaziada, lavada e reenchida. E isso por tantas vezes que, ao final de quatro meses, a caixa perdeu seu revestimento interno e enferrujou.<\/strong><\/span><\/p>\n A empresa respons\u00e1vel tentou todas as t\u00e9cnicas poss\u00edveis, desde um filtro absolutamente in\u00fatil na sa\u00edda da caixa, aumento da profundidade da bomba e at\u00e9 inje\u00e7\u00e3o de ar comprimido por 48 horas. Normalizada a situa\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s 30 dias o problema estava de volta. A empresa restaurou a caixa e deu o diagn\u00f3stico final: o po\u00e7o havia atravessada uma caverna subterr\u00e2nea, onde o p\u00f3 acumulado por milh\u00f5es de anos estava sendo agitado e subia po\u00e7o acima. <\/strong><\/span><\/p>\n As solu\u00e7\u00f5es propostas \u2013 filmagem detalhada dos 150 metros de profundidade ou seu revestimento integral \u2013 custariam cada uma mais que o custo original do po\u00e7o. E c\u00e1 ficamos n\u00f3s, submersos na frustra\u00e7\u00e3o, voltando a utilizar a \u00e1gua do riacho e de uma pequena nascente de escassa vaz\u00e3o. <\/strong><\/span><\/p>\n Fomos para a luta. Reviramos a internet de cabe\u00e7a para baixo, consultamos diversas empresas do ramo, lemos tudo o que nos ca\u00eda nas m\u00e3os sobre o assunto, conversamos com companhias de \u00e1guas e esgotos de diversas cidades. Nada. N\u00e3o existia solu\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/span><\/p>\n Partimos para a realidade pr\u00e1tica: a \u00e1gua de consumo da casa-sede (cerca de 500 litros por dia) teria de passar por um filtro dom\u00e9stico com essa capacidade, colocado na sa\u00edda da caixa. Para o restante, \u00e1gua suja. A\u00ed come\u00e7aram as elucubra\u00e7\u00f5es e as descobertas.<\/strong><\/span><\/p>\n Primeira: descobrimos que a vaz\u00e3o da bomba (7.000 litros por hora) que estouraria qualquer filtro com capacidade menor (raz\u00e3o pela qual ir\u00edamos colocar o filtro dom\u00e9stico na SA\u00cdDA DA CAIXA <\/em>e n\u00e3o do po\u00e7o), na verdade era a vaz\u00e3o m\u00e1xima, a vinte metros de profundidade. A profundidades maiores, a vaz\u00e3o diminui e pode chegar ao m\u00ednimo de 600 litros por hora.<\/strong><\/span><\/p>\n Segunda: procurando um filtro dom\u00e9stico para nossas necessidades (1.000 litros dia), descobrimos que os filtros dispon\u00edveis no mercado v\u00e3o de 500 a 15.000 litros. <\/strong><\/span><\/p>\n Surgiu uma esperan\u00e7a: se desc\u00eassemos a bomba a uma profundidade que reduzisse a vaz\u00e3o para 600 litros por hora, portanto produzindo 14.400 por dia, poder\u00edamos colocar um filtro de 15.000 litros entre o po\u00e7o e a caixa, que passaria a ter seus 12.000 litros sempre cheios de \u00e1gua filtrada!<\/strong><\/span><\/p>\n Durou pouco a alegria: o filtro de 15.000 litros custava quase o custo original do po\u00e7o. Voltamos \u00e0 estaca zero!<\/strong><\/span><\/p>\n Terceira: o desespero nos levou a reler toda a bibliografia sobre os filtros dom\u00e9sticos e veio \u00e0 luz uma informa\u00e7\u00e3o simples, mas vital \u2013 hav\u00edamos cometido um engano: a vaz\u00e3o dos filtros dom\u00e9sticos (de 500 a 15.000 litros) n\u00e3o \u00e9 por DIA, mas por HORA!<\/strong><\/span><\/p>\n Quarta: nas letrinhas mi\u00fadas das “bulas” desses filtros, descobrimos que a vaz\u00e3o anunciada \u00e9 nominal, e pode variar para mais ou para menos, a depender de alguns fatores, como a altura da coluna de \u00e1gua. Um aparelho acoplado ao filtro (man\u00f4metro) mostra a press\u00e3o exercida pela vaz\u00e3o, que n\u00e3o pode passar de 4. <\/strong><\/span><\/p>\n Enfim, fizemos as contas e conclu\u00edmos que, se desc\u00eassemos a bomba at\u00e9 a vaz\u00e3o de 600 litros e a f\u00f4ssemos subindo gradualmente, aumentando a vaz\u00e3o e observando o man\u00f4metro, poder\u00edamos chegar \u00e0 m\u00e1xima vaz\u00e3o do po\u00e7o suportada pelo filtro sem atingir a marca de 4 de press\u00e3o. <\/strong><\/span><\/p>\n Decidimos pelo filtro de 2.000 litros por hora (R$ 3.200,00). A empresa ( MUNDO DOS FILTROS \u2013 Bras\u00edlia, loja da SCS 102) dividiu em 10 vezes sem juros no cart\u00e3o e, gentilmente, sugeriu que, caso a experi\u00eancia n\u00e3o desse certo, n\u00f3s poder\u00edamos devolv\u00ea-lo, desde que intacto.<\/strong><\/span><\/p>\n Come\u00e7amos a experi\u00eancia e ao final de 5 horas chegamos ao seguinte resultado: bomba a 84 metros de profundidade, vaz\u00e3o de 4.500 litros por hora, e o filtro recebendo esta vaz\u00e3o com o man\u00f4metro indicando 1, na escala m\u00e1xima de 4, ou seja, com 75% de folga!<\/strong><\/span><\/p>\n Assim, passamos a ter \u00e0 nossa disposi\u00e7\u00e3o 108.000 litros de \u00e1gua FILTRADA por dia, dos quais usamos no m\u00e1ximo 4.000, sem mais custos, exceto a troca anual da areia e do carv\u00e3o do filtro, que deve ficar por volta de R$ 300,00!<\/strong><\/span><\/p>\n Festejamos feito doidos. Olhamos o calend\u00e1rio: era dia 18 de novembro de 2008, exatamente um ano ap\u00f3s a abertura do po\u00e7o. E agora estamos a oito meses da instala\u00e7\u00e3o do filtro \u2013 sem qualquer problema ou altera\u00e7\u00e3o do desempenho original. <\/strong><\/span><\/p>\n (Edimar Rodrigues de Abreu – 10.07.2009)<\/strong><\/span><\/p>\n ALEGRIA DE POBRE…<\/strong><\/span><\/p>\n <\/p>\n Quando publicamos o post acima, j\u00e1 est\u00e1vamos com um problema que nossos olhos n\u00e3o queriam ver. A alegria de vermos o filtro produzindo quase 4000 litros por hora de \u00e1gua cristalina impediu-nos de reconhecer que, apesar de muito reduzidas, as manchas amarelas nas roupas e as marcas marrons nos vasos sanit\u00e1rios continuavam.<\/strong><\/span><\/p>\n Mas o problema foi aumentando e, afinal, decidimos enfrent\u00e1-lo. Revisamos o processo de filtragem. Tudo certo, \u00e1gua l\u00edmpida. Analisada a \u00e1gua da caixa-ta\u00e7a, verificamos que dos 12000 litros ali armazenados estavam com forte cor amarelada.<\/strong><\/span><\/p>\n Tivemos de admitir que alguma quantidade de \u00e1gua suja estava passando para a caixa. Mas como? E quando?<\/strong><\/span><\/p>\n O enchimento da caixa \u00e9 controlado pela eletrob\u00f3ia, uma b\u00f3ia que, se a caixa atingir o n\u00edvel, digamos, 4.000 litros abaixo da borda, um dispositivo mec\u00e2nico dentro da b\u00f3ia liga um rel\u00e9, que por sua vez aciona a bomba do po\u00e7o, iniciando o reenchimento da caixa. Atingido o n\u00edvel adequado, ou seja, a caixa cheia, o mesmo dispositivo da b\u00f3ia, desliga a bomba e encerra o fluxo de \u00e1gua.<\/strong><\/span><\/p>\n Suspeitamos de que, como esse processo \u00e9 autom\u00e1tico e entra em funcionamento diversas vezes por semana, em algum momento, estando o filtro saturado, com sua efici\u00eancia reduzida, uma golfada mais pesada de \u00e1gua suja poderia passar. <\/strong><\/span><\/p>\n Decidimos neutralizar a eletrob\u00f3ia, substituindo-a por um disjuntor, passando a operar o sistema manualmente para observar cada passo do processo. <\/strong><\/span><\/p>\n O primeiro passo foi fazer a limpeza do filtro mais frequentemente. Estabelecemos que, durante algum tempo, far\u00edamos a limpeza todos os dias, assegurando assim a m\u00e1xima efici\u00eancia da filtragem. Essa limpeza \u00e9 feita por retrolavagem: manipulando alguns registros, voc\u00ea faz a \u00e1gua entrar pela sa\u00edda e sair pela entrada do filtro. Essa manobra expulsa e descarta toda a sujeira retida pelo filtro. Feita a retrolavagem, retornamos os registros para a posi\u00e7\u00e3o normal, mas inv\u00e9s de mandar a \u00e1gua diretamente para a caixa, utilizamos uma torneira colocada entre o filtro e a caixa, para analisar a \u00e1gua que ser\u00e1 enviada para a caixa. Essa opera\u00e7\u00e3o, chamada de drenagem, normalmente apresenta um primeiro jato de agua suja, decorrente do pr\u00f3prio processo da retrolavagem. A ideia \u00e9 que, s\u00f3 depois de \u00e1gua retomar sua apar\u00eancia l\u00edmpida e cristalina, fecha-se essa torneira intermedi\u00e1ria, permitindo-se a subida da \u00e1gua para a caixa. <\/strong><\/span><\/p>\n Esvaziamos e lavamos a caixa e iniciamos o processo de controle, para descobrir como e onde a \u00e1gua suja estava subindo para a o reservat\u00f3rio. <\/strong><\/span><\/p>\n No segundo dia da experi\u00eancia, fizemos uma descoberta acidental. Confirmando pela torneira intermedi\u00e1ria que a \u00e1gua estava limpa, fechamos a mesma, permitindo que a \u00e1gua subisse para a caixa. O filtro tem um man\u00f4metro, aparelho que mede a press\u00e3o exercida pela bomba sobre o filtro. Recomenda-se que tal press\u00e3o n\u00e3o ultrapasse o valor de quatro da escala que vai de 1 a 10. <\/strong><\/span><\/p>\n Como o filtro e a torneira intermedi\u00e1ria est\u00e3o localizados no p\u00e9 da caixa, \u00e9 preciso muito menos for\u00e7a (press\u00e3o) feita pela bomba do que a press\u00e3o necess\u00e1ria para encher a caixa, cuja borda superior fica 7 metros mais alta. <\/strong><\/span><\/p>\n Quando a \u00e1gua come\u00e7ou a cair dentro do reservat\u00f3rio, verifiquei que a press\u00e3o havia passado de 0,5 para 1.2. Num gesto autom\u00e1tico, abri o registro da torneira intermedi\u00e1ria e a \u00e1gua que jorrou era da cor de chocolate, que dentro de alguns instantes, voltou a ficar l\u00edmpida. <\/strong><\/span><\/p>\n Est\u00e1vamos chegando perto. Estava claro que, sob uma press\u00e3o mais alta, o filtro deveria expulsar a sujeira que a drenagem, sob press\u00e3o baixa, n\u00e3o conseguira retirar totalmente. E essa sujeira subia para a caixa, diluindo e amarelando toda a \u00e1gua armazenada.<\/strong><\/span><\/p>\n Inserimos um registro logo ap\u00f3s a torneira intermedi\u00e1ria. Refizemos todo o processo \u2013 retrolavagem, drenagem e exame da \u00e1gua da torneira intermedi\u00e1ria. L\u00edmpida e clara. Fechamos a torneira intermedi\u00e1ria E O REGISTRO INSTALADO DEPOIS DELA. <\/strong><\/span><\/p>\n Sem sa\u00edda para a \u00e1gua, a press\u00e3o subindo. Deixei atingir o limite m\u00e1ximo (4) e abri a torneira intermedi\u00e1ria: BARRO PURO!<\/strong><\/span><\/p>\n Depois de cerca de 15 segundos, a \u00e1gua ficou limpa de novo. Repeti a manobra: barro puro, outra vez, aparentemente em menor quantidade do que na primeira. Repeti a opera\u00e7\u00e3o 11 vezes. E s\u00f3 na d\u00e9cima-primeira a \u00e1gua saiu limpa, cristalina desde o primeiro jato. <\/strong><\/span><\/p>\n Esvaziamos e lavamos a caixa, voltando a ench\u00ea-la somente quando as manobras em torno da press\u00e3o oferecessem \u00e1gua limpa. Festejamos o diagn\u00f3stico, lamentamos que n\u00e3o poder\u00edamos mais funcionar com o enchimento autom\u00e1tico pela b\u00f3ia. Ter\u00edamos de continuar com as retrolavagens a intervalos mais curtos e a drenagem s\u00f3 vai liberar \u00e1gua para a caixa depois que as sucessivas eleva\u00e7\u00f5es de press\u00e3o eliminarem totalmente a sujeira ainda retida no filtro e garantirem a subida de \u00e1gua cristalina e l\u00edmpida para a caixa. <\/strong><\/span><\/p>\n Trabalhoso? Claro. Mas t\u00ednhamos diagnosticado o problema e achado a solu\u00e7\u00e3o. Meno male!<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n Tr\u00eas dias seguindo a nova rotina, felicidade, euforia…E roupas manchadas de amarelo e os rastros marrons nos vasos sanit\u00e1rios. Incr\u00edvel! As coisas melhoraram um pouco, mas o problema continuava l\u00e1. Cheguei \u00e0 conclus\u00e3o que nosso po\u00e7o estava endemoniado. N\u00e3o havia outra explica\u00e7\u00e3o poss\u00edvel. <\/strong><\/span><\/p>\n Des\u00e2nimo, fracasso, vontade de morrer matado. Era mar\u00e7o de 2011. Est\u00e1vamos completando tr\u00eas anos e meio de po\u00e7o, 42 meses de \u00e1gua suja. Mas \u00e9 preciso continuar a luta. <\/strong><\/span><\/p>\n Recome\u00e7ar. Pela sa\u00edda do po\u00e7o: que tipo de \u00e1gua est\u00e1 saindo dali para o filtro? Pusemos uma torneira de controle na boca do po\u00e7o. Ligada a bomba, \u00e1gua l\u00edmpa, cristalina, l\u00edmpida e ap\u00f3s um minuto uma golfada monumental de barro quase puro. <\/strong><\/span><\/p>\n A golfada dura aproximadamente uns 20 segundos e aos poucos a \u00e1gua volta a ser limpa. \u00c9 de enlouquecer!<\/strong><\/span><\/p>\n Ent\u00e3o, \u00e9 incluir na rotina a \u201climpeza do po\u00e7o\u201d, ou seja, ligada a bomba, abrir a torneira da boca do po\u00e7o e descartar a \u00e1gua suja at\u00e9 o jato ficar limpo. Da\u00ed, fechar a torneira, permitindo que a \u00e1gua v\u00e1 para o filtro. Fazer a retrolavagem do filtro, at\u00e9 a \u00e1gua sair limpa, fazer a drenagem, elevando a press\u00e3o at\u00e9 o n\u00edvel m\u00e1ximo permitido e at\u00e9 que a \u00e1gua saia cristalina. A\u00ed, sim, deixar a \u00e1gua subir para caixa, que foi esvaziada e lavada. <\/strong><\/span><\/p>\n Tudo certo, caixa cheia de \u00e1gua l\u00edmpida e cristalina. E as roupas manchadas de amarelo e os vasos manchados de marrom? Continuaram!<\/strong><\/span><\/p>\n A vontade \u00e9 pedir ao pessoal da Al Qaeda que venha aqui e exploda tudo!<\/strong><\/span><\/p>\n Decidimos tentar mais uma vez. Repetir todo o processo, encher a caixa de \u00e1gua l\u00edmpida e cristalina. Retirar amostras de \u00e1gua da caixa a cada 3 horas. Nada de entrar \u00e1gua nova. Primeira amostra, limpa, segunda amostra limpa, terceira amostra limpa, quarta amostra, AMARELA!<\/strong><\/span><\/p>\n Repetimos a experi\u00eancia. N\u00e3o hav\u00edamos notado, mas a \u00e1gua vai ficando gradualmente amarela at\u00e9 atingir o apogeu da amarelid\u00e3o na d\u00e9cima-segunda hora. <\/strong><\/span><\/p>\n E agora, Jos\u00e9? <\/strong><\/span><\/p>\n Fazer conta, raciocinar e….Claro: \u00e9 a caixa-ta\u00e7a! \u00c9 feita de ferro e deve estar enferrujando a \u00e1gua depois que a recebe. <\/strong><\/span><\/p>\n Prova dos nove: retirar uma amostra da caixa rec\u00e9m-enchida com \u00e1gua limpa, colocar em um recipiente pl\u00e1stico aberto e aguardar 12 horas. E constatar que a \u00e1gua no recipiente pl\u00e1stico ficou…AMARELA!<\/strong><\/span><\/p>\n Ent\u00e3o, n\u00e3o \u00e9 a caixa. \u00c9 A PR\u00d3PRIA \u00c1GUA!<\/strong><\/span><\/p>\n Laborat\u00f3rio de an\u00e1lises f\u00edsicas e qu\u00edmicas imediatamente. BINGO! O teor de Ferro \u00e9 nove vezes maior do que o permitido pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. <\/strong><\/span><\/p>\n Fazer conta, raciocinar, rezar e concluir: enquanto a \u00e1gua est\u00e1 no po\u00e7o e nos tubos, ela est\u00e1 l\u00edmpida e cristalina. Quando chega \u00e0 caixa e entra em contato com o Oxig\u00eanio do ar, o Ferro entra em rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica com esse Oxig\u00eanio e se transforma no \u00d3xido de Ferro, popularmente conhecido como Ferrugem, que tinge nossas roupas de amarelo e nossos vasos de marrom. <\/strong><\/span><\/p>\n Tem solu\u00e7\u00e3o? Sim. As companhias de abastecimento de \u00e1gua das cidades, quando trope\u00e7am com esse problema, costumam usar um produto no tratamento da \u00e1gua, que impede a rea\u00e7\u00e3o qu\u00edmica Ferro x Oxig\u00eanio. <\/strong><\/span><\/p>\n Encontrei uma empresa que fabrica esse produto \u2013 chamado Phoslan. A empresa chama-se System Mud e \u00e9 de Belo Horizonte. Uma outra empresa, de Santa Catarina, produz uma bombinha dosadora el\u00e9trica, que cuida de misturar o produto na \u00e1gua na dose exata. A empresa chama-se Sidersul.<\/strong><\/span><\/p>\n J\u00e1 adquirimos o produto e a bomba dosadora. Vamos instal\u00e1-la nesta semana. E voltaremos ao blog para informar os resultados. <\/strong><\/span><\/p>\n (Edimar Rodrigues de Abreu \u2013 12-09-2011)<\/strong><\/span><\/p>\n <\/p>\n EM PRINC\u00cdPIO E EM TESE, APARENTEMENTE UMA SOLU\u00c7\u00c3O<\/strong><\/span><\/p>\n Claro, nesse campo minado dos po\u00e7os artesianos de \u00e1gua suja j\u00e1 comemoramos tantas vezes e nos decepcionamos depois, que agora temos o maior cuidado antes de soltar os fogos de artif\u00edcio.\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n Mas tudo indica que chegamos a uma solu\u00e7\u00e3o. De fato, instalada a bomba dosadora da Sidersul, de Santa Catarina e administrado o \u00a0produto (quelante) \u00a0Phoslan, da Systemmud, de Minas Gerais, e acompanhada a experi\u00eancia durante os \u00faltimos quatro meses (em que ficamos sem acesso ao blog por obra de hackers), os resultados s\u00e3o os seguintes:<\/strong><\/span><\/p>\n a) acabaram os jorros de \u00e1gua suja aos 0 segundos e aos 30 segundos de abertura da torneira, quando do acionamento da bomba;<\/strong><\/span><\/p>\n b) a amostra de \u00e1gua cristalina colocada \u00e0 parte j\u00e1 n\u00e3o fica mais amarela ap\u00f3s 12 horas, nem ap\u00f3s 24, 48 ou 96;<\/strong><\/span><\/p>\n c) as roupas brancas j\u00e1 n\u00e3o ficam manchadas de amarelo, o que nos permite usar a \u00e1gua do po\u00e7o na m\u00e1quina de lavar, o que antes era imposs\u00edvel (utiliz\u00e1vamos a pouca \u00e1gua de uma nascente exclusivamente para isso);<\/strong><\/span><\/p>\n … E O MELHOR:<\/strong><\/span><\/p>\n d) a an\u00e1lise de laborat\u00f3rio apontou em 0,2 ppm o TEOR DE FERRO na \u00e1gua disponibilizada na caixa e nas torneiras da casa, valor 10 vezes menos do que nos exames anteriores e rigorosamente dentro das especifica\u00e7\u00f5es m\u00e1ximas exigidas pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade e pelo Minist\u00e9rio da Sa\u00fade brasileiro.\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n Ao retornarmos para a ro\u00e7a depois de uma aus\u00eancia de aproximadamente 30 dias, pareceu-nos haver em um dos vasos sanit\u00e1rios uma poss\u00edvel e quase invis\u00edvel marca de \u00e1gua \u00a0suja. Ficamos em d\u00favida se ela existia mesmo (o vaso \u00e9 bege) e se era nova ou sobra dos velhos tempos. Passaremos a monitorar mais de perto para termos uma conclus\u00e3o segura. \u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n Enfim, estamos cautelosamente felizes. Vamos continuar observando e atentos a novas tecnologias. Quaisquer novidades, contaremos para voc\u00eas.\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n Um cristalino abra\u00e7o.<\/strong><\/span><\/p>\n \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0UMA BOA NOT\u00cdCIA?<\/strong><\/span><\/p>\n \u00a0 \u00a0<\/strong>\u00a0Depois de sucessivos apag\u00f5es e surtos de reentrada, c\u00e1 estamos com duas bombas dosadoras queimadas e uma nova bomba j\u00e1 encomendada, uma vez que a concession\u00e1ria de energia el\u00e9trica tem um prazer s\u00e1dico de me torturar primeiro, antes de pagar o preju\u00edzo.\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n \u00a0 \u00a0S\u00f3 que o fabricante pediu um prazo para entregar a nova dosadora, que ainda n\u00e3o chegou. Enquanto isso, a \u00e1gua voltou a ficar cor de chocolate, manchando as roupas brancas, etc, etc, etc.<\/strong><\/span><\/p>\n \u00a0 \u00a0Na linha do desespero, antes de praticar o harakiri, \u00a0tomamos uma decis\u00e3o altamente tosca! E agora, enquanto aguardamos a nova bomba (ou a velha consertada) temos \u00e1gua cristalina em nossa caixa-ta\u00e7a de 12.000 litros e em cada torneira da casa. <\/strong><\/span><\/p>\n \u00a0 \u00a0Voc\u00eas, nossos companheiros de infort\u00fanio na via sacra dos po\u00e7os artesianos de \u00e1gua suja, podem imaginar qual foi a decis\u00e3o? Para quem acertar, o blog oferece um brinde: um litro de nossa \u00e1gua limpinha e uma resposta por e-mail, fora do blog!<\/strong><\/span><\/p>\n \u00a0 \u00a0E fico me perguntando: por que n\u00e3o pensei nisso antes?<\/strong><\/span><\/p>\n \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Edimar Rodrigues de Abreu – 23.07.2013\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n <\/p>\n PO\u00c7O ARTESIANO DE \u00c1GUA SUJA:\u00a0 Conclus\u00e3o da experi\u00eancia<\/b><\/span><\/p>\n Quem acompanha nossa via sacra aqui pelo blog, conhece direitinho as dificuldades por que passamos desde que a \u00e1gua jorrou do nosso po\u00e7o, em 2007. Era para ser um momento de felicidade, de liberta\u00e7\u00e3o\u00a0 e de realiza\u00e7\u00e3o.<\/span><\/strong><\/p>\n Em poucos dias, contudo, n\u00f3s nos vimos diante de uma realidade incontest\u00e1vel:\u00a0 o po\u00e7o produzia 21.000 litros por hora de \u00e1gua…SUJA!\u00a0 E a enrola\u00e7\u00e3o da companhia que perfurou o po\u00e7o e de todos os t\u00e9cnicos de dezenas de empresas que consultamos para resolver o problema era a mesma:<\/span><\/strong><\/p>\n – \u00c9 assim mesmo. Depois de algum tempo, vai limpar.<\/span><\/strong><\/p>\n