define('DISALLOW_FILE_EDIT', true); define('DISALLOW_FILE_MODS', true);{"id":264,"date":"2012-06-28T23:06:52","date_gmt":"2012-06-29T02:06:52","guid":{"rendered":"https:\/\/www.expressaodaliberdade.com.br\/?p=264"},"modified":"2019-12-03T21:32:47","modified_gmt":"2019-12-04T00:32:47","slug":"brasilia-buenos-aires","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.expressaodaliberdade.com.br\/?p=264","title":{"rendered":"BRAS\u00cdLIA-BUENOS AIRES DE CARRO"},"content":{"rendered":"

\u00a0<\/strong><\/p>\n

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Prezado Abreu,
\nObrigado pela boa vontade e pelo servi\u00e7o de sobreviv\u00eancia nas nossas estradas dado pelo seu blog. Fui rep\u00f3rter-pesquisador do Guia 4 Rodas nos anos 70, sei o trabalho que d\u00e1 atualizar as informa\u00e7\u00f5es \u2013 o que dignifica ainda mais o seu blog.
\nVou fazer Bras\u00edlia-Trancoso (BA) e encontrei aqui informa\u00e7\u00e3o essencial para eu planejar a viagem. Muito obrigado.<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n

Coment\u00e1rio postado em\u00a019\/08\/2017 as 13:41<\/a>\u00a0por Alceu Sim\u00f5es Nader<\/p>\n

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Ol\u00e1 Abreu!<\/strong><\/span><\/p>\n

Sou muito f\u00e3 do seu blog,e quero parabenizar\u00a0 pelo que voc\u00ea faz com tanto carinho para as pessoas que querem viajar com seguran\u00e7a nessas nossas rodovias t\u00e3o ruins e mal sinalizadas. Posso garantir que s\u00e3o p\u00e9ssimas, pois as conhe\u00e7o a fundo: trabalho como caminhoneiro h\u00e1 35 anos e sei que a pior coisa para um motorista \u00e9 uma estrada desconhecida. Vejo que as dicas que voc\u00ea d\u00e1\u00a0 s\u00e3o de suma import\u00e2ncia, pois as mazelas das estradas, sem a devida mal\u00edcia, podem nos levar \u00e0 morte .<\/strong><\/span><\/p>\n

Mas, como motorista de caminh\u00e3o que sou, tamb\u00e9m sou motorista de carro de passeio e fa\u00e7o minhas viagens de f\u00e9rias. E n\u00e3o h\u00e1 nada melhor,\u00a0 antes de uma viagem, do que\u00a0 saber como elas est\u00e3o .<\/strong><\/span><\/p>\n

Por isso venho ao seu blog perguntar:\u00a0 como est\u00e3o as estradas de Bras\u00edlia a Porto Seguro ?<\/strong><\/span><\/p>\n

Eu e minha fam\u00edlia estaremos saindo de Goi\u00e2nia dia 2 de janeiro de madrugada e queremos pernoitar em Vit\u00f3ria da Conquista .<\/strong><\/span><\/p>\n

Desde de j\u00e1 agrade\u00e7o.<\/strong><\/span><\/p>\n

Adriana e Maur\u00edcio.<\/strong><\/span><\/p>\n

Coment\u00e1rio postado em 19.12.2018, \u00e0s 10:59 por Maur\u00edcio Coutinho dos Santos<\/strong><\/span><\/p>\n

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\u00a0FATO RELEVANTE: ONTEM, DIA 20.12.2017, A CONCESSION\u00c1RIA DA R\u00c9GIS BITTENCOURT ENTREGOU AO P\u00daBLICO A DUPLICA\u00c7\u00c3O DO \u00daLTIMO TRECHO DA SERRA DO CAFEZAL QUE AINDA FUNCIONAVA COM PISTA SIMPLES. \u00c9 O FIM DA “ESTRADA DA MORTE”.\u00a0\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a028.06.2012<\/span><\/strong><\/p>\n

(O espa\u00e7o para coment\u00e1rios a esta mat\u00e9ria encontra-se ao final dela, ap\u00f3s o \u00faltimo dos coment\u00e1rios).<\/em><\/strong><\/span><\/p>\n

Bras\u00edlia-Uberaba-Curitiba-Blumenau-Porto Alegre-Chu\u00ed-Punta del Este-Montevid\u00e9u-Colonia del Sacramento-Buenos Aires: este \u00e9 o nome do desafio!<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0\u00c9 isso mesmo: amanh\u00e3, \u00e0s 10h00, estaremos partindo de Bras\u00edlia com destino a Buenos Aires. Minha veterana navegadora\u00a0h\u00e1 35 anos\u00a0\u00a0(Ivanizes), Breno \u00a0( meu filho mais velho), Joanna (esposa do Breno) e eu formamos a tripula\u00e7\u00e3o do Azera 2010, da Hyundai. J\u00e1 est\u00e1 quase tudo pronto. A ultima provid\u00eancia – a Carta Verde – s\u00f3 ser\u00e1 emitida nos pr\u00f3ximos minutos. Ali\u00e1s, \u00e9 fant\u00e1stico o desconhecimento dos bancos e seguradoras a respeito desse documento – uma ap\u00f3lice de seguro contra terceiros exigida para se entrar de carro no Mercosul.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0Perturbamos tanta gente, perseguimos gerentes de banco, corretores de seguro e outros atores que, afinal, conseguimos!<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0S\u00e3o 23h00 e a Carta Verde est\u00e1 em minha m\u00e3o. Curitiba, Floripa, Porto Alegre, Punta, Montevid\u00e9u e BA: estamos indo!!!<\/strong><\/span><\/p>\n

Edimar Rodrigues de Abreu – 28.06.2012<\/strong><\/span><\/p>\n

De Uberaba(MG)<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0 Como planejado, sa\u00edmos de Bras\u00edlia hoje, \u00e0s 11h30min da madrugada, em dire\u00e7\u00e3o a Buenos Aires, Argentina. Alguns haver\u00e1 que se perguntar\u00e3o: sair \u00e0s 11h da manh\u00e3? Por qu\u00ea?<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0 Porque, se sairmos \u00e0s 6h00, ao final do dia estar\u00edamos no epicentro do congestionamento paulistano, l\u00e1 no Rodoanel. E se tentarmos pernoitar por l\u00e1, principalmente em Embu das Artes, a coisa fica feia: a \u00e1rea \u00e9 perigosa e as vagas em hoteis e pousadas s\u00e3o extremamente raras ao final do dia.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0 Da\u00ed planejarmos sair de Bras\u00edlia por volta do meio-dia, pernoitar no tri\u00e2ngulo mineiro (400\/500km) e, no dia seguinte, atravessarmos o Rodoanel antes do meio dia de s\u00e1bado, no contrafluxo do congestionamento.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0 No momento, estamos em Uberaba, aonde chegamos \u00e0s 18h00, ap\u00f3s percorrermos 540 km. A sa\u00edda de Bras\u00edlia foi \u2013 pasmem \u2013 tranquila, sem congestionamentos ou bloqueios por acidentes t\u00e3o naturais entre o Catetinho e Luzi\u00e2nia.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0 O trecho Luzi\u00e2nia-Cristalina, tamb\u00e9m tradicionalmente o terror dos viajantes em f\u00e9rias, pela multiplicidade de buracos, centenas de caminh\u00f5es por metro quadrado, velocidade m\u00e9dia de 20 km\/h, a pista simples de m\u00e3o dupla e noventa por cento dos ve\u00edculos buscando o al\u00edvio de trafegar pelo acostamento menos esburacado do que a pista de rolamento, apresentou-se uma via calma, sem estresse.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0 O motivo? Acabaram-se os buracos. Simplesmente sumiram. A estrada est\u00e1 com a cara que n\u00f3s, motoristas-contribuintes, merecemos. N\u00e3o registrei um \u00fanico buraco ou irregularidade que representasse perigo. Nossa velocidade m\u00e9dia foi de 85 km\/h e o tr\u00e1fego n\u00e3o tinha nada a ver com o inferno de experi\u00eancias anteriores. Claro que a facilidade do tr\u00e1fego decorre da condi\u00e7\u00e3o da via. Acompanhar um caminh\u00e3o que anda a 90 km\/h, como fizemos hoje, \u00e9 totalmente diferente de acompanhar um caminh\u00e3o a 12 km\/h, como nos ocorreu na \u00faltima vez que por aqui passamos.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0 Lembramos aos nossos \u201csputniks\u201d (companheiros de viagem, em russo) que nos acompanham h\u00e1 mais tempo, que, conforme registrado em nosso post \u201cRodovias Brasileiras: Bras\u00edlia-Florion\u00e1polis\u201d, neste mesmo blog (www.expressaodaliberdade.com.br<\/a>), o estado desta estrada era t\u00e3o ruim, que optamos por dar a volta por Goi\u00e2nia (com a inestim\u00e1vel ajuda do radioamador PY4PY-Pacheco)\u00a0 para chegar a Uberl\u00e2ndia.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0 De Catal\u00e3o para Araguari (cerca de 60 km), a situa\u00e7\u00e3o muda um pouco. H\u00e1 um trecho em que o asfalto est\u00e1 irrepreens\u00edvel e no outro est\u00e1 em obras, para duplica\u00e7\u00e3o. Mas as obras n\u00e3o atrapalham quase nada a nossa velocidade m\u00e9dia de 85 km\/h.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0 Agora, afirmamos: podem vir pela BR 040\/BR 50 para Catal\u00e3o-Araguari-Uberl\u00e2ndia, que esse trecho passou pelo teste do nosso blog.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Aproximando-nos de Uberl\u00e2ndia, sentimos na pele a velha rivalidade entre as duas cidades, t\u00e3o presente em Ceres\/Rialma ou Juazeiro\/Petrolina: o trevo que leva o tr\u00e1fego diretamente para Uberaba, sem necessidade de atravessar Uberl\u00e2ndia, \u00e9 um desafio, quase um game<\/em>, dada a falta de sinaliza\u00e7\u00e3o. A impress\u00e3o que \u00a0a gente tem \u00e9 de que Uberaba, como o Acre, n\u00e3o existe! Depois de errarmos o caminho duas vezes, aproamos para Uberaba.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E a\u00ed, a coisa se consolida: uma estrada excelente, quase uma amostra gr\u00e1tis da Anhanguera.\"\"<\/a>\u00a0 \u00a0 \u00a0Nem vimos o tempo passar, conversando coisas e hist\u00f3rias de Minas (sou mineiro). De repente, o outdoor anunciando o nosso hotel (Dan Inn) a 2 km \u00e0 frente.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0 C\u00e1 estamos. Bom estacionamento, perto da rodovia, mas n\u00e3o t\u00e3o perto (50 metros). O Dan Inn \u00e9 integrante da antiga rede Shelton Hoteis reciclada, internet wi-fi gratuita, restaurante muito bom, com o velho problema de Minas (bife bem passado significa negro, ao ponto significa pardo, mal passado significa cinza).<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0 Recomendamos. Di\u00e1rias entre $ 98,00 e R$ 200,00.<\/strong>\u00a0Amanh\u00e3 a gente se fala outra vez.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 (Edimar Rodrigues de Abreu \u2013 29.06.2012)<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0De<\/strong>\u00a0Curitiba-S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0<\/strong>\u00a0 \u00a0 Hoje \u00e9 30.06.2012, 18h00.\u00a0 Estamos nas imedia\u00e7\u00f5es de Curitiba(PR), mais exatamente no Hotel Ibis-Aeroporto, aeroporto de Curitiba esse que se localiza em S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais. Daqui, sairemos direto para Blumenau, atrav\u00e9s da BR-376, que depois vira BR101.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sa\u00edmos de Uberaba \u00e0s 08h00. O caf\u00e9 do hotel Dan Inn, razo\u00e1vel, ficou devendo o tradicional bacon em hoteis dessa categoria. O atendimento do hotel \u00e9 muito bom, os funcion\u00e1rios s\u00e3o prestativos e cordiais. Como temos o costume de tomar banho de manh\u00e3, antes de viajar, s\u00f3 hoje descobrimos que: a) a banheira \u00e9 encardida, as toalhas n\u00e3o s\u00e3o boas \u2013 minha nora ralou o cotovelo ao se enxugar\u00a0 com a toalha \u2013 e o papel higi\u00eanico poderia ser muuuuito melhor! Meu filho o comparou com uma lixa d\u00e1gua, mas eu disse que ele estava exagerando.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Viajar de Uberaba a S\u00e3o Paulo \u00e9 como ir de Nova Iorque a Filad\u00e9lfia: ningu\u00e9m comenta essas coisas chamadas estradas. N\u00e3o existe nada a criticar ou\u00a0<\/strong>a sugerir. Aquele peda\u00e7o rodovi\u00e1rio do Brasil vale cada centavo do ped\u00e1gio que a gente paga.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0 J\u00e1 de S\u00e3o Paulo a Curitiba, o problema \u00e9 mais complicado. A sa\u00edda do rodoanel paulista exige certa aten\u00e7\u00e3o, mas nada radical. Agora, o trecho conhecido como Serra do Cafezal \u00e9 coisa para profissional. Vi coisas e riscos que nunca achei que\u00a0 iria ver. Paci\u00eancia, paci\u00eancia, PACI\u00caNCIA: essa \u00e9 a tecnologia mais avan\u00e7ada de sobreviv\u00eancia naquele trecho.<\/strong><\/span><\/p>\n

\"\"<\/a>
<\/span> Essa fuma\u00e7a n\u00e3o \u00e9 \u00f3leo diesel, n\u00e3o: s\u00e3o as lonas de freio em chamas do caminh\u00e3o, que teve que parar mais adiante.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0Vencida a etapa da paci\u00eancia \u2013 cerca de 40 km a partir do \u00ednicio da Serra do Cafezal – \u00a0\u00e9 s\u00f3 alegria.\u00a0 Rapidamente estamos passando por Registro, utilizando uma maravilhosa unidade da rede Graal e contornando\u00a0o cen\u00e1rio fant\u00e1stico das montanhas da divisa SP-PR, em conjunto com as \u00e1guas da Reserva Ecol\u00f3gica de Guaraque\u00e7aba.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A partir da\u00ed, \u00e9 esquecer da tentadora entrada para Curitiba, seguir para S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais, pegar a rodovia BR376 e se enfiar no hotel, depois de 900 km bem rodados.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Amanh\u00e3 a vida\u00a0(e este texto)\u00a0continuar\u00e1, com certeza.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0Edimar Rodrigues de Abreu –\u00a030.06.2012\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n

De Blumenau(SC)<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 O caf\u00e9 da manh\u00e3 do Hotel Ibis-Aeroporto \u00e9 simples, honesto e muito bom. O pessoal atende de uma forma irrepreens\u00edvel e nada funciona errado. \u00c9 o padr\u00e3o Ibis. Absolutamente regular e preciso. T\u00e3o preciso e regular que j\u00e1 acordamos em Bruxelas e ach\u00e1vamos que est\u00e1vamos em Paris, despertamos em Londres e pens\u00e1vamos estar em S\u00e3o Paulo.O mesmo aconteceu em \u00a0Amsterdam e S\u00e3o Jos\u00e9 dos Pinhais, nas imedia\u00e7\u00f5es de Curitiba. Os hot\u00e9is Ibis s\u00e3o praticamente id\u00eanticos.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 o t\u00edpico hotel em que voc\u00ea paga para n\u00e3o ter surpresa. Nem para mais, nem para menos. A rede Ibis, da Accor, \u00a0\u00e9 a mesma em qualquer lugar do mundo.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ca\u00edmos na estrada para Blumenau. Coment\u00e1rios? Venha aqui e veja: \u00e9 primeiro mundo, mano! Estrada duplicada, sinaliza\u00e7\u00e3o total. Aparentemente, \u00e9 imposs\u00edvel morrer nessas estradas, a n\u00e3o ser que voc\u00ea seja atropelado pela estupidez humana.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E aquelas montanhas gigantescas, as curvas das descidas, o pessoal de motocicleta CBR 1000 quase arrastando os joelhos nas voltas e reviravoltas das serras, as lojinhas de cristais Hering, de toalhas Karsten e de jaquetas de couro a R 49,00 fazem a festa para os nossos olhos.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00c9 domingo. O programa de GPS nos entrega na frente do hotel. Blumenau Plaza Hotel. Simpatia pura. O chefe de recep\u00e7\u00e3o j\u00e1 nos recebe com um largo sorriso, entregando o “bombom” que meu filho ganhou no Foursquare: dois segundos chopes! Ou seja, o primeiro voc\u00ea tem de pagar!<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 E para n\u00f3s, eu e Ivanizes, os babacas que n\u00e3o entendem nada de Foursquare, o simp\u00e1tico chefe faz uma cortesia e oferece duas caipirinhas por conta do hotel. Absolutamente chique, tremendamente profissional o pessoal desse hotel. Acho que vamos compr\u00e1-lo s\u00f3 para n\u00f3s…<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Estando em Blumenau, muito bem acomodados, vem a d\u00favida: almo\u00e7o ou jantar? Almo\u00e7o. Onde? Frohsinn, comida alem\u00e3, aqui pertinho. D\u00e1 para ir a p\u00e9. Fomos e chegamos. Chegamos a uma rua onde uma pequena escada de concreto apontava para o c\u00e9u. Quatrocentos milh\u00f5es de degraus!!! Olhamos aquilo e descobrimos nossa infame pequenez humana. \u00c9 imposs\u00edvel chegar l\u00e1, ao para\u00edso da comida alem\u00e3 em Blumenau.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dois motoristas de t\u00e1xi resolveram o problema, contornando o morro e, numa subida digna de montanhistas alpinos, entregaram-nos, no topo da montanha, ao Frohsinn. Em alem\u00e3o, significa alegria. Em portugu\u00eas, significa alegria. Em gastronom\u00eas, significa alegria.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pelo amor de Deus: nunca vimos nada assim, num lugar assim, com um sabor assim, com um cheiro assim, com um atendimento assim e com um visual assim! Foi uma tempestade de sabores, onde se mesclavam o Eisbein, o Marreco Recheado, o Kassler, o Apfelstrudel, salsich\u00f5es, salsichinhas,\u00a0 a cerveja artesanal Das Bier da cidade de Gaspar ali pertinho.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Nossos motoristas de t\u00e1xis nos resgataram daquele para\u00edso e nos trouxeram para o Blumenau Plaza, onde nos despedimos do dia saboreando, no restaurante Terrace, as fant\u00e1sticas sopinhas (cebola, palmito, etc.) e um marreco indescrit\u00edvel!<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Dormimos. O meu pessoal acordou \u00e0s 9 da madrugada, achou o caf\u00e9 da manh\u00e3 do hotel simplesmente ador\u00e1vel, o loj\u00e3o da\u00a0 Hering barat\u00edssimo e os catarinenses simpatic\u00edssimos. Voltaram para o hotel e me acordaram para irmos \u00e0 Vila Germ\u00e2nica, onde ocorre anualmente a Oktoberfest.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 De novo provamos todas as cervejas dispon\u00edveis e todas as salsichas poss\u00edveis no Alem\u00e3o da Batata. Dali fomos para o Museu da Cerveja, de onde, com a boca cheia d\u00e1gua, corremos para o Express, ali do lado, e experimentamos o card\u00e1pio de chopes e cervejas artesanais. O pessoal foi dormir \u00e0s 20h30 da tarde e eu fui experimentar o prato-destaque do hotel \u2013 um inacredit\u00e1vel manjar dos deuses camuflado sob o nome de \u201cpicanha su\u00edna \u00e0 brasileira\u201d. Indescrit\u00edvel, inimagin\u00e1vel, incr\u00edvel!<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Agora \u00e9 hora de dormir, porque amanh\u00e3 tem o litoral catarinense e ga\u00facho e Porto Alegre. Vamos l\u00e1.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0<\/strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Edimar Rodrigues de\u00a0Abreu-02.07.2012<\/strong><\/span><\/p>\n

De Porto Alegre(RS)<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0<\/strong>\u00a0 \u00a0 \u00a0Dormimos ap\u00f3s darmos um conferida final no restaurante do Blumenau Plaza Hotel. Irrepreens\u00edvel. Julho tem como prato de destaque mensal a \u201cPicanha su\u00edna \u00e0\u00a0 brasileira\u201d. Umas pitadinhas de farofa para justificar o \u201c\u00e0 brasileira\u201d e um show de sabor absolutamente maravilhoso constru\u00eddo pelo chef do hotel.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0<\/strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Pela manh\u00e3, depois de conferir a perman\u00eancia do n\u00edvel de qualidade do caf\u00e9 da manh\u00e3, p\u00e9 na estrada. Retomamos a BR 101 na altura de Itaja\u00ed e da\u00ed colocamos a proa para o sul. Estrada de pista dupla, ped\u00e1gios de valor razo\u00e1vel, algumas obras na altura da sa\u00edda para Lajes,em Santa Catarina, tr\u00e2nsito tranquilo.<\/strong><\/span><\/p>\n

Nesse trecho, o Breno nos convenceu a assinar o Via F\u00e1cil. \u00c9 o seguinte: voc\u00ea assina um contrato – l\u00e1 na pra\u00e7a de ped\u00e1gio mesmo – e autoriza o d\u00e9bito em conta de todos os ped\u00e1gios por onde voc\u00ea passar. Os caras instalam um aparelhinho no seu carro e todas as pra\u00e7as de ped\u00e1gio do Brasil te reconhecem \u00e0 dist\u00e2ncia: “-Olhe, aquele \u00e9 o Abreu. Deixa passar direto”. \u00a0O sistema cobra uma mensalidade de R$ 16,00, independentemente de voc\u00ea passar ou n\u00e3o pelos ped\u00e1gios. Inicialmente, achei que era um desperd\u00edcio. Depois, descobri a del\u00edcia que s\u00e3o aqueles port\u00f5es \u00e0 direita da pra\u00e7a do ped\u00e1gio, onde voc\u00ea passa direto, enquanto os mortais comuns est\u00e3o l\u00e1 na fila do pagamento.\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0<\/strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Seis horas depois est\u00e1vamos estacionando no Novotel Aeroporto, em Porto Alegre, \u00a0onde pernoitaremos. O c\u00e9u est\u00e1 cinzento e a temperatura caiu para cerca de 8 graus. A cidade promete frio na madrugada. Levamos nossa fome para passear no restaurante do hotel. Os quatro pratos pedidos dividiram-se em dois grupos: dois sensacionais e dois que \u201cn\u00e3o s\u00e3o l\u00e1 essas coisas\u201d.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0<\/strong>\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Em fun\u00e7\u00e3o do frio que se anuncia, abrimos m\u00e3o da cerveja e optamos por vinho. Abrimos um gauch\u00edssimo Miolo Pinot Noir. Valeu cada real.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O meu pessoal est\u00e1 capotado. S\u00e3o 20h00 e j\u00e1 est\u00e1 todo mundo dormindo. \u00c9 que amanh\u00e3 planejamos atravessar a fronteira com o Uruguai, l\u00e1 no Arroio Chu\u00ed (repetindo a travessia que fizemos h\u00e1 30 anos, quando este meu filho mais velho, que hoje dirige para n\u00f3s, estava com 2 anos, no banco de tr\u00e1s da Belina II 1980!).<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Vai ser um momento hist\u00f3rico quando revisitarmos aquele \u00faltimo pedacinho meridional do Brasil tanto tempo depois. Voltaremos a falar amanh\u00e3, a partir de Punta del Este, Rep\u00fablica Oriental do Uruguai.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Edimar Rodrigues de Abreu – 03.07.2012<\/strong><\/span><\/p>\n

De\u00a0Punta del Este.<\/strong><\/span><\/p>\n

\"\"<\/a>
<\/span> Fronteira Brasil-Uruguai na cidade de Chu\u00ed<\/span><\/figcaption><\/figure>\n

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\u00a0\u00a0\u00a0<\/strong>\u00a0Opaaaa! Ficamos tr\u00eas dias fora do ar. Na hora que a gente atravessa a fronteira, n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o idioma que muda. Muda o que voc\u00ea v\u00ea na tv do hotel, \u00a0mudam as placas de publicidade. J\u00e1<\/strong>\u00a0vivemos algumas vezes essa mudan\u00e7a, mas de uma forma diferente: voc\u00ea pega um avi\u00e3o, viaja 8, 10 ou 12 horas e chega em um outro pa\u00eds. De carro, \u00e9 totalmente diferente. J\u00e1 muito antes da fronteira, voc\u00ea v\u00ea as coisas se modificando a cada quil\u00f4metro rodado: a vegeta\u00e7\u00e3o se altera, os bois e cavalos mudam o padr\u00e3o e a ra\u00e7a, a arquitetura das casas das cidades e, principalmente, das casas de fazenda mostram uma altera\u00e7\u00e3o clara, vis\u00edvel. Cada quil\u00f4metro rodado \u00e9 uma revela\u00e7\u00e3o, uma informa\u00e7\u00e3o nova.\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0Sa\u00edmos de Porto Alegre depois do caf\u00e9 da manh\u00e3, dispostos a dormir no extremo sul do Brasil, na cidade de Chu\u00ed. S\u00e3o 542 km de estrada de pista simples, quase sem tr\u00e1fego (BR116), mas pedagiada. Claro que nos perguntamos por que motivo uma estrada de m\u00e3o dupla era pedagiada. A resposta veio com a conserva\u00e7\u00e3o. .<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0Fora um trechinho entre a cidade de Cristal (ap\u00f3s Pelotas) e a Reserva do Taim, onde uns buracos absolutamente fora de contexto deram o ar de sua presen\u00e7a, o restante \u00e9 bem conservado, com grandes estir\u00f5es bem sinalizados e baixo tr\u00e1fego.\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0O nosso maior problema n\u00e3o foi o estado das rodovias, mas o espet\u00e1culo que encontramos ao passar pela Reserva Ecol\u00f3gica do Taim: apesar dos vis\u00edveis esfor\u00e7os dos \u00f3rg\u00e3os governamentais e ONGS em proteger a fauna – inclusive com uma cerca especial ca<\/strong>r\u00edssima dos dois lados da estrada -, os animais invadem a pista e o que nos resta \u00e9 registrar uma mortandade triste de 15 km de cad\u00e1veres de antas, capivaras, pacas e pregui\u00e7as .Contamos 17 deles. Choramos. <\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0Enveredamos por esses campos do Rio Grande, olhando os arroios, as pastagens, as casas de fazenda e, de repente, acabou o Brasil. Est\u00e1vamos em Chu\u00ed, uma doce cidadezinha com dois sabores: Brasil e Uruguai. <\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0E a\u00ed voltamos \u00e0 quest\u00e3o: quando se atravessa um fronteira, o problema n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 o idioma. Despedimo-nos da gastronomia brasileira na Churrascaria Spetus, no lado brasileiro da rua, \u00a0com direito a arroz, feij\u00e3o, farofa e cerveja Skol e Ant\u00e1rtica. E do lado de l\u00e1 tamb\u00e9m nossa operadora, a TIM. O sistema de roaming da TIM, que sempre foi excelente, n\u00e3o funcionou. Passamos a fazer voo cego (e mudo) at\u00e9 voltar para o Brasil. <\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 Visitamos, do outro lado da rua, ou seja, em Chuy, \u00a0os free-shops. Ah, aqui eles s\u00e3o muitos. S\u00e3o lojas uruguaias, sem imposto, onde os pre\u00e7os dos produtos, para n\u00f3s, brasileiros, s\u00e3o incr\u00edveis. Uma cal\u00e7a Diesel, que custa R$ 1300,00 em S\u00e3o Paulo e R$ 1800,00 em Bras\u00edlia, aqui meu filho comprou por US$ 170,00, ou seja, algo em torno de R$ 340,00.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0Um problema: s\u00f3 se pode sair do Brasil por aqui com 300 d\u00f3lares por pessoa. Como vamos a Buenos Aires e voltaremos pelo mesmo caminho, a prud\u00eancia determina \u00a0que reduzamos o consumismo. Foi o que aconteceu.\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0O hotel – Bertelli – \u00e9 o melhor da cidade. Mas poderia ser um pouquinho melhor. Dormimos razoavelmente bem, caf\u00e9 da manh\u00e3 e p\u00e9 na estrada. RUTA NUEVE (Rota 9) para Montevid\u00e9u.\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0Duzentos e poucos quil\u00f4metros depois, de paisagens maravilhosas, banhados, asfalto honesto, bem conservado e ped\u00e1gio aceit\u00e1vel, chegamos a Punta Del Este. Amanh\u00e3 tem mais.<\/strong><\/span><\/p>\n

\"\"<\/a>
<\/span> Cidade de Maldonado, a meio caminho de Punta del Este. A rodovia Chuy Punta \u00e9 irrepreens\u00edvel. As cidades, n\u00e3o.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Edimar Rodrigues de Abreu – 06.07.2012<\/strong><\/span><\/p>\n

De Montevid\u00e9u<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Parece inacredit\u00e1vel, mas h\u00e1 momentos em que tudo parece conspirar contra voc\u00ea. No exato momento em que entramos em territ\u00f3rio uruguaio, a nossa operadora TIM saiu do ar e at\u00e9 hoje n\u00e3o voltou. E olhem que a TIM \u00e9 considerada uma das melhores operadoras em roaming quando a gente est\u00e1 fora do Brasil. J\u00e1 levei um celular da TIM enquanto fazia um giro pela Europa e sempre parecia que estava em casa. <\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sem a TIM, tentei valer-me de uma mania que tenho: sempre\u00a0ando com um celular ativo e carregado no porta-malas (o Celestino-Celular Clandestino), para a eventualidade de um sequestro-rel\u00e2mpago (paranoias de morador de cidade grande), que \u00e9 um smart phone da LG, operado pela Vivo. Toda vez que o aparelho principal, um Iphone, da TIM, fica inacess\u00edvel, as liga\u00e7\u00f5es s\u00e3o tranferidas automaticamente para o Celestino.<\/strong>\u00a0Parecia tudo certo. Estava sem a TIM, mas qualquer chamada seria recebida no aparelho da Vivo, com o qual tamb\u00e9m posso fazer minhas chamadas. <\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 N\u00e3o deu outra: a carga do Celestino estava a 23% e em 12 horas<\/strong>\u00a0acabou. Ao colocar para carregar, j\u00e1 no Uruguai, descobri duas coisas a) o carregador estava com defeito; b) no Uruguai, n\u00e3o existia carregador \u00a0para ele.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0 Bom, pelo menos temos quatro Iphones, desconectados da TIM, mas que podem mandar e-mails, se plugados em alguma rede. A dos hoteis, por exemplo. E foi assim que viemos at\u00e9 aqui, inclusive porque o carregador deste laptop que utilizo para atualizar o blog fez-nos o favor de quebrar fisicamente: a ponta da fonte que encaixa no laptop e que tem dois pinos, apareceu s\u00f3 com um. <\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Resumindo: fizemos um gatilho com outro carregador e conseguimos carregar o Celestino. Fizemos uma marmota e conseguimos carregar a bateria deste laptop e compramos chips pr\u00e9-pagos da Movistar uruguaia e colocamos nos nossos Iphones. \u00c9 tudo meia boca, mas est\u00e1 funcionando. <\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Chegamos a Punta del Este \u00e0s 13h00, depois de uma viagem lenta, tranquila e contemplativa. A via duplicada,\u00a0o asfalto e a sinaliza\u00e7\u00e3o irrepreens\u00edveis (n\u00e3o s\u00e3o novos – s\u00e3o antigos e de excelente qualidade) d\u00e3o um conforto a que n\u00e3o estamos acostumados. A paisagem \u00e9 rural. Centenas de fazendas se sucedem, com cria\u00e7\u00e3o de gado de corte e ovelhas. <\/strong><\/span><\/p>\n

\"\"<\/a>
<\/span> Ruta 9 de Chu\u00ed para Punta del Este<\/span><\/figcaption><\/figure>\n

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\u00a0<\/strong>\u00a0 \u00a0 Ao chegar, n\u00e3o reconheci a cidade. Afinal, havia 30 anos exatos que n\u00e3o vinha aqui. Pr\u00e9dios modernos, enormes, avenidas amplas, lembrando algumas \u00e1reas de Miami. Uma sensa\u00e7\u00e3o brutal de aliena\u00e7\u00e3o, hostilidade. \u00a0Mas um pouco depois aquilo acabou e revimos o cen\u00e1rio que estava em nossa mem\u00f3ria – resid\u00eancias t\u00e9rreas, de alt\u00edssimo n\u00edvel, um estilo arquitet\u00f4nico que parece pr\u00f3prio daqui, com uma sofistica\u00e7\u00e3o e um refinamento extremamente agrad\u00e1veis aos olhos, em sua paradoxal simplicidade. E uma temperatura de 7 graus, com gosto de 2 graus, por causa do vento.<\/strong><\/span><\/p>\n

\"\"<\/a>
<\/span> A cidade \u00e9 uma pen\u00ednsula e o hotel fica de frente para o mar, voltado para o polo sul. Resultado: frio.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Visitamos alguns hoteis – contrariando nossa rotina nesses casos, decidimos por escolher o hotel sem anteced\u00eancia alguma. Definido que gostar\u00edamos de ficar no eixo comercial da peninsula – Punta \u00e9 uma pen\u00ednsula -, exploramos o comprimento e as laterais da Av. Gorlero. E achamos o Golden Beach, um hotel bem localizado, com um atendimento de primeira e\u00a0pre\u00e7o de segunda.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0Confort\u00e1vel e estrat\u00e9gico, o hotel nos permitiu, a p\u00e9, \u00a0vasculhar a redondeza e voltar para casa. Nessas incurs\u00f5es, duas recomenda\u00e7\u00f5es\u00a0gastron\u00f4micas: Los Caracoles e El Secreto. Fant\u00e1sticos. Mais n\u00e3o devo dizer.<\/strong><\/span><\/p>\n

\"\"<\/a>
<\/span> Cart\u00e3o postal de Punta: a escultura La Mano, na Playa Brava<\/span><\/figcaption><\/figure>\n
\"\"<\/a>
<\/span> Este c\u00e3o marrom e branco apaixonou-se pelo nosso grupo. E nos acompanhou em todos os passeios, nos dois dias que ficamos na cidade.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n

\u00a0\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 Dia seguinte, p\u00e9 na estrada, com destino a Montevid\u00e9u, a 130 km de Punta del Este. A irrepreens\u00edvel estrada de pista dupla, pedagiada, lembrava aquelas maravilhosas estradas americanas e europeias. J\u00e1 abordamos esta quest\u00e3o aqui nesse site: porque eles conseguem e n\u00f3s n\u00e3o? Mist\u00e9rio…<\/strong><\/span><\/p>\n

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Largada de Punta del Este para Montevid\u00e9u<\/span><\/dd>\n<\/dl>\n<\/div>\n

\"\"<\/span><\/p>\n

\"\"<\/a>
<\/span> Aspecto geral da estrada Punta del Este Montevid\u00e9u. O piso \u00e9 de cerca de 15 cm de concreto. Asfalto \u00e9 s\u00f3 o arremate.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Agora\u00a0 estamos na capital uruguaia. Nos anos 80, quando estivemos aqui, Montevid\u00e9u me deixou uma sensa\u00e7\u00e3o opressiva. E hoje, 30 anos depois, num excelente hotel – Esplendor Cervantes, na rua Soriano, di\u00e1ria de 120 d\u00f3lares por casal -, ao sair a caminhar pela cidade, veio-me o mesmo sentimento de opress\u00e3o, de depress\u00e3o, de tristeza. Acho que faltam cores, falta um ritmo, falta alguma coisa em Montevid\u00e9u, que nos coloca a mil\u00edmetros de dist\u00e2ncia da felicidade. Ela est\u00e1 perto, mas \u00e9 intang\u00edvel. <\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Almo\u00e7o em La Outra,\u00a0uma\u00a0grife da gastronomia de carnes do pa\u00eds. Ambiente despojado, at\u00e9 quase an\u00e1rquico, desconfort\u00e1vel, mas lotado. N\u00e3o se aceitam cart\u00f5es de cr\u00e9dito. Vagas\u00a0para estacionar inexistem. E a comida, bem…melhor cada um testar e dar seu parecer. <\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Jantar no El Fog\u00f3n – bom demais,\u00a0muito alegre, grande cozinha, muitos brasileiros. \u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Amanh\u00e3\u00a0partiremos para Col\u00f4nia del Sacramento, cidade\u00a0uruguaia fronteira a\u00a0Buenos Aires, a 130 km daqui. Vamos deixar o carro em um estacionamento e fazer a travessia de barco, o Buquebus. Deve ser bom. A travessia do Rio da\u00a0Prata dever\u00e1 durar cerca de 45 minutos. Antes, passaremos cerca de 6 horas em Col\u00f4nia, que parece\u00a0ser uma coisinha mais linda! E do outro lado, Buenos Aires. Seus tangos, caf\u00e9s e Bomboneras nos aguardam. <\/strong><\/span><\/p>\n

\"\"<\/a>
<\/span> Entrada de Colonia del Sacramento. A estrada \u00e9 um primor.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0Amanh\u00e3 a gente conta.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Edimar Rodrigues de Abreu – 07.07.2012<\/strong><\/span><\/p>\n

De Buenos Aires. <\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 J\u00e1 estamos do lado de c\u00e1 do Rio da Prata, na Rua Corrientes 1344, no Novotel. O deslocamento de Montevid\u00e9u\u00a0para Col\u00f4nia del Sacramento, cerca de 160 km, foi um passeio, nos exatos termos em que se deram os nossos passeios pelo\u00a0Uruguai: sem surpresas. <\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0 O asfalto \u00e9 sem cr\u00edticas e a sinaliza\u00e7\u00e3o primorosa. A prop\u00f3sito, ao passarmos por um pequeno trecho onde homens estavam trabalhando no pavimento da pista da direita, vimos perfeitamente, atrav\u00e9s de um corte feito na pista em obras, que embaixo do asfalto uruguaio est\u00e1 uma camada de pelo menos uns 20 cm de concreto. Ou seja, s\u00e3o estradas feitas para durar s\u00e9culos!<\/strong><\/span><\/p>\n

\"\"<\/a>
<\/span> Esta estrada deve tem mais de 30 anos. Eu a percorri em janeiro de 1982 e era assim!<\/span><\/figcaption><\/figure>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Chegamos a Col\u00f4nia por volta de 13h00 e fomos direto para o Restaurante La Carmen, que \u00e9 o bicho. Tudo certo. O Chef \u00e9 um artista que chega perto do Salvador Dali, tal a engenhosidade est\u00e9tica dos pratos. Erraram no vinho. Nada irrepar\u00e1vel.<\/strong><\/span><\/p>\n

\"\"<\/a>
<\/span> O restaurante La Carmen, a cavaleiro do Rio da Prata.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 A travessia do Rio da Prata durou uma cerveja Quilmes: \u00e9 rapidinho. E agora vamos enfrentar Buenos Aires. Se sobrar tempo, voltaremos por aqui.<\/strong><\/span><\/p>\n

\"\"<\/a>
<\/span> O Buquebus Atlantic III \u00e9 um navio grande, moderno e r\u00e1pido. Mas o free-shop de bordo tem pre\u00e7os maiores do que os de Bras\u00edlia.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Edimar Rodrigues de Abreu – 08.07.2012<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0Estamos em Buenos Aires. N\u00e3o sei o que dizer. S\u00f3 sei que, por mais que eles falem mal de n\u00f3s, \u00a0nunca mais falarei mal dos argentinos!<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Edimar Rodrigues de Abreu – 09.07.2012<\/strong><\/span><\/p>\n

De Bras\u00edlia (DF)<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0 N\u00e3o acredito. Estamos de volta, s\u00e3os e salvos. J\u00e1 estamos na ro\u00e7a, no nosso cantinho rural, a dezenas de quil\u00f4metros da civiliza\u00e7\u00e3o, cercados de verde, de azul do c\u00e9u, do barulho do riacho. Nossas vaquinhas Jersey est\u00e3o l\u00e1 pelo pasto, os tucanos est\u00e3o comendo as pupunhas e os 14 c\u00e3es est\u00e3o aqui, ao redor da varanda. E dentro da casa, nossos gatos passeiam e se esfregam sobre n\u00f3s.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0Tomo uma cerveja enquanto escrevo. Como \u00e9 que foi mesmo? Sa\u00edmos de Bras\u00edlia para Buenos Aires no dia 29.06.2012. E chegamos \u00e0 SQN 115 no dia 24.07.2012. Nesse intervalo, tivemos viv\u00eancias intensas, recorda\u00e7\u00f5es, descobertas e constata\u00e7\u00f5es.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0A primeira de todas as impress\u00f5es \u00e9 essa certeza de que n\u00f3s, nosso filho e nossa nora incorporamos um peda\u00e7o inesquec\u00edvel de nossas vidas \u00e0 nossa mem\u00f3ria.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 A segunda \u00e9 que percorremos 7.600 km e n\u00e3o encontramos um \u00fanico buraco nas estradas. N\u00e3o temos necessidade de fazer nenhum alerta a respeito do trecho tal da rodovia tal. NADA! Se o carro estiver bem e se a sa\u00fade estiver em ordem, ir de Bras\u00edlia a Buenos Aires \u00e9 a t\u00edpica aventura da qual, do ponto de vista desse post \u00a0\u201cRodovias Brasileiras\u201d, blog “www.expressaodaliberdade.com.br”, n\u00e3o h\u00e1 quase nada a comentar.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0Na fronteira do Uruguai, em Chu\u00ed\/Chuy, realmente a aduana uruguaia nos cobrou a Carta Verde. Como h\u00e1 muitos escrit\u00f3rios de despachantes oferecendo esse documento, imaginamos que haja ali um mecanismo em que a pol\u00edcia exija e um sistema esteja pronto a fornecer por determinado pre\u00e7o. Como t\u00ednhamos a tal Carta Verde, ficou tudo redondo.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0Em Buenos Aires, vivemos uma experi\u00eancia \u00fanica, inesquec\u00edvel e inacredit\u00e1vel. Em vez de casas de tango, fomos visitar o zool\u00f3gico. N\u00e3o \u00e9 um zool\u00f3gico comum. Fica numa cidade a uns cento e poucos quil\u00f4metros da capital. Chama-se Lujan. Nesse zool\u00f3gico ocorre um fen\u00f4meno absolutamente extraordin\u00e1rio: as pessoas podem entrar nas jaulas dos tigres e dos le\u00f5es, acarici\u00e1-los e \u2013 pasmem \u2013 amament\u00e1-los com mamadeira.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 Quando pensei na minha ap\u00f3lice de seguro por morte acidental, desisti de entrar na jaula. No fundo, claro, um medo f\u00edsico de que aqueles tigres imensos, de mais de 200 quilos, pudessem querer fazer um lanchinho r\u00e1pido, e tal. Eu pensava: -\u201cSe houver um acidente, como \u00e9 que eu vou convencer minha seguradora de que eu entrei na jaula dos tigres por acidente?\u201d.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Convenci-me de que n\u00e3o deveria entrar. Mas n\u00e3o consegui convencer minha mulher, meu filho e minha nora. E a\u00ed fiquei de fot\u00f3grafo e cinegrafista. E as imagens est\u00e3o a\u00ed, para quem quiser ver. Minha mulher, minha navegadora, com quem vivo h\u00e1 38 anos, dando de mamar a um tigre de 300 quilos? Meu filho, que eu conheci indefeso no ber\u00e7\u00e1rio h\u00e1 32 anos, alisando um monstro daqueles? E minha filha (nora), que adora animais, cuidando das feras como se fossem nossos gatinhos, c\u00e3ezinhos e vaquinhas da ro\u00e7a?<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Fui espectador, fot\u00f3grafo e cinegrafista. Mas a imagem de Ivanizes, minha companheira h\u00e1 d\u00e9cadas, chorando de emo\u00e7\u00e3o e adrenalina, enquanto dava mamadeira ao tigre gigantesco, deu-me uma cruel sensa\u00e7\u00e3o de que eu havia perdido alguma coisa importante na vida!<\/strong><\/span><\/p>\n

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<\/span> Esses bodes a\u00ed n\u00e3o est\u00e3o com nada. Aguarde.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n
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<\/span> Ivanizes acaricia uma fera de quase 300 kg.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n

\u00a0 \"\"<\/a>\"\"<\/a>\u00a0\u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0Fomos jantar num restaurante especial: o Caba\u00f1a de las Lilas, o preferido do meu \u201cfilho\u201d mais velho, que morreu de c\u00e2ncer em janeiro de 2012. Nunca hav\u00edamos ido l\u00e1, at\u00e9 porque nunca hav\u00edamos ido a Buenos Aires. Mas ele adorava aquele lugar. N\u00e3o demos espa\u00e7o para a dor e nos divertimos muito, sentindo que ele estava ali conosco. O restaurante \u00e9 simplesmente divino, ou seja, ele tinha raz\u00e3o.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Arranchamos de tal forma num restaurante chamado Pal\u00e1cio de las Papas (batatas) Fritas, na av. Corrientes, que conseguimos ser prefeitos do local, no Foursquares. \u00a0Calle Florida, claro e outros bichos. Mas, no dia 12, come\u00e7ou a volta para o Brasil. Voltamos tr\u00eas vezes l\u00e1. Acho que as “papas” nos atra\u00edram.<\/strong><\/span><\/p>\n

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<\/span> O d\u00f3lar controlado pelo governo complicou um pouco as coisas na Calle Florida.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n
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<\/span> As batatas s\u00e3o infladas,como um pastel de vento. Como fazem isso? Segredo de 82 anos.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A Argentina estava vivendo um problema econ\u00f4mico complicado, que envolvia controle de c\u00e2mbio e o d\u00f3lar estava muito valorizado. Ent\u00e3o, o freeshopp do Buquebus \u2013 o barco que faz a travessia de Buenos Aires para o Uruguai \u2013 estava com pre\u00e7os muito parecidos com os de Bras\u00edlia. N\u00e3o compramos nada.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Pegamos o carro no estacionamento de Colonia Del Sacramento e nos mandamos para Punta Del Este, para o mesmo hotel da vinda, o Golden Beach. J\u00e1 n\u00e3o vimos mais o Bob, o cachorro que nos acompanhou o tempo todo na ida. Mas descobrimos que os apartamentos do quarto andar do hotel t\u00eam uma pequena cobertura, com sol\u00e1rio e churrasqueira. E que o hotel fornece tudo para o seu churrasco \u2013 exceto o carv\u00e3o, o que n\u00e3o entendemos \u2013 mas \u00e9 muito legal.<\/strong><\/span><\/p>\n

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<\/span> Da pr\u00f3xima vez, vai rolar um churrasc\u00e3o!<\/span><\/figcaption><\/figure>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Da\u00ed fomos para Pelotas, com uma escala t\u00e9cnica nos free-shops de Chuy. Foi uma lamban\u00e7a. Cosm\u00e9ticos, roupas, bebidas, rel\u00f3gios. Tudo com pre\u00e7os a 20% dos pre\u00e7os de Bras\u00edlia. Nossas compras foram totalmente legais, dentro das cotas (12 garrafas de bebidas por pessoa, 300 d\u00f3lares por pessoa tamb\u00e9m). Mas as malas com roupas de frio ocupavam um espa\u00e7o imenso e n\u00e3o havia como agasalhar todas as compras.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0Cancelamos algumas compras e nos desfizemos do kit CB. Uma explica\u00e7\u00e3o: quando viajamos, levamos um kit \u00a0de cama e banho, para eventualidade de o hotel n\u00e3o ser l\u00e1 essas coisas e falhar nesses itens. E o kit CB \u00e9 um volume respeit\u00e1vel de len\u00e7ois, fronhas, cobertores e toalhas de banho. Presenteamos uma fam\u00edlia de moradores de rua com o kit CB: duas horas depois, ao sairmos da cidade, ainda os vimos comemorando o presente. Mesmo assim, tivemos de viajar com malas e caixas no colo. <\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Dormimos em Pelotas. Mal. Caf\u00e9 da manh\u00e3 nota 10. \u00a0E, no dia seguinte, chegamos a Gramado-Canela, onde ficamos no Hotel Fazenda Pampas.<\/strong><\/span><\/p>\n

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<\/span> A tradicional foto \u00e9 auto-explicativa: chegamos a Gramado(RS)<\/span><\/figcaption><\/figure>\n
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<\/span> O Hotel Fazenda Pampas, onde ficamos, \u00e9 puro charme entre Gramado e Canela e defronte ao melhor Caf\u00e9 Colonial das duas cidades.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Nota 10. Curtimos tudo: todos os museus, todos os locais especiais, todas as fondues, todos os vinhos, todos os galetos, todas as massas. E o frio de 5 graus, com jeit\u00e3o de 1 grau, foi uma festa!<\/strong><\/span><\/p>\n

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<\/span> Cinco graus ao meio-dia e 21 minutos.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n
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<\/span> Cinco graus ao meio-dia, com direito a n\u00e9voa. \u00c9 Gramado, \u00e9 Brasil e \u00e9 m\u00eas de julho!<\/span><\/figcaption><\/figure>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Come\u00e7amos a voltar e dormimos em Curitiba. \u00a0Jantamos no Outback, no shopping ao lado do hotel. Muuuuuito bom!<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0E nos mandamos para Paraty pela BR 116, atravessando S\u00e3o Paulo pelo Rodoanel e seguindo at\u00e9 Taubat\u00e9, onde decidimos que era o local adequado para descer a Serra do Mar. A\u00ed, o bicho pegou.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 A experi\u00eancia \u00e9 quase indescrit\u00edvel e merece alguns coment\u00e1rios retrospectivos. Quando jovem, gostei de aventuras, riscos e perigos. Agora, continuo gostando de aventuras, riscos e perigos na televis\u00e3o. Descobri, ali\u00e1s, que tenho medo de altura, coisa que n\u00e3o me passou pela cabe\u00e7a, h\u00e1 34 anos, quando desci no precar\u00edssimo telef\u00e9rico de Tiangu\u00e1, sobre o abismo da Serra de Ibiabapa, no Cear\u00e1, ou quando cruzei as pontes de cabo de a\u00e7o, tipo Indiana Jones, no extremo Norte do Brasil, para conhecer a Pedra Pintada, na divisa do Brasil com a Venezuela.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Ao visitar o Cristo Redentor, em 2001, tive de rastejar diante do abismo, sem mencionar que, no topo do World Trade Center, em 1997, fiquei o tempo todo de olhos fechados. N\u00e3o sei se s\u00e3o coisas da idade. S\u00f3 sei que s\u00e3o coisas.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Vamos ao bicho que pegou. Em Taubat\u00e9, na BR 116, como programado, viramos \u00e0 direita. S\u00e3o 96 km at\u00e9 Ubatuba e, em seguida, uns 60 km at\u00e9 Paraty.\u00a0 Estrada boa, sem buracos, excelente sinaliza\u00e7\u00e3o vertical. E uma insistente mensagem nas placas dizendo que, entre os quil\u00f4metros 76 e 88 era proibido o tr\u00e1fego de caminh\u00f5es e \u00f4nibus. Tocamos o barco, com um visual lind\u00edssimo de montanhas e vales. Bordejamos a cidade de S\u00e3o Luiz do Paraitinga, onde, h\u00e1 dois anos, uma enchente destruiu a igreja, a cidade e grande da parte da cultura e da mem\u00f3ria locais.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Est\u00e1vamos discutindo a trag\u00e9dia de S\u00e3o Luiz do Paraitinga quando a \u00faltima placa avisou: -“A partir daqui, \u00e9 proibido o tr\u00e1fego de caminh\u00f5es e \u00f4nibus\u201d. Est\u00e1vamos, segundo o nosso sistema de navega\u00e7\u00e3o, a 986 metros acima do n\u00edvel do mar. Meu filho Breno, que estava dirigindo, pergunta: – \u201cPai, se estamos chegando a Ubatuba, que fica a 10 ou 15 km daqui, mas est\u00e1 ao n\u00edvel do mar e n\u00f3s estamos a quase mil metros de altitude e ainda subindo, o que vai acontecer?\u201d Eu respondi para ele \u2013\u201cFilho, como dizem as meninas do Call Center, o bicho vai estar pegando<\/em>! Vai ser um trem complicado!\u201d N\u00e3o fechei minha boca e o asfalto quebrou para baixo, num \u00e2ngulo de 45 graus e, logo em seguida, 90 graus \u00e0 esquerda!<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Marchamos para um pared\u00e3o de pedra, a cerca de 10 metros de dist\u00e2ncia, sem ver o ch\u00e3o, a uma velocidade de cerca de 70 km. C\u00e2mbio autom\u00e1tico, pista molhada, ladeada e coberta pela Mata Atl\u00e2ntica, limo sobre o asfalto. \u2013\u201cFilho n\u00e3o freie. Reduza!” \u2013\u201cPai, j\u00e1 passei para o c\u00e2mbio manual, mas a segunda n\u00e3o entra.” Ent\u00e3o, vou misturar um pouco de freio ABS e segunda marcha, depois primeira. “Vai dar tudo certo.\u201d, afirmou ele. \u00a0Parecia um monge budista, absolutamente zen, diante do tsunami de Fukushima.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Nesse momento, minha nora, Joanna, veterana dorminhoca em viagens longas, acorda, v\u00ea a desgraceira e grita: -\u201cNinho, diminui a velocidade, para essa porra!\u201d. N\u00e3o existia a m\u00ednima possibilidade de parar. A estrada, sem UM buraco, de m\u00e3o dupla, n\u00e3o tinha acostamento. E o Breno deu um show de dire\u00e7\u00e3o. Conseguiu engrenar a primeira marcha no c\u00e2mbio autom\u00e1tico, marcha que usou ao longo dos pr\u00f3ximos 10 km de adrenalina.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O neg\u00f3cio \u00e9 o seguinte: \u00e9 uma descida de 986 metros de altitude para os 5 metros de Ubatuba, que ocorre em cerca de\u00a0 7 km, ou seja, a cada km voc\u00ea desce 120 metros. H\u00e1 momentos em que o motorista n\u00e3o v\u00ea o asfalto \u00e0 sua frente: o \u00e2ngulo de descida \u00e9 muito agudo. Voc\u00ea tem de esticar o pesco\u00e7o e colar a cara \u00a0no para-brisas para ver para onde est\u00e1 indo. E as curvas de 180 graus s\u00e3o absolutamente comuns, ou seja, voc\u00ea faz a curva e volta para onde veio. \u00c9 por isso que \u00e9 proibido o tr\u00e1fego de \u00f4nibus e caminh\u00f5es. Eles ficariam entalados, uma vez que \u00e9 uma estrada de m\u00e3o de dupla, sem acostamento.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 De l\u00e1 de cima, a gente via as nuvens l\u00e1 embaixo e, embaixo das nuvens, o mar. Mas ningu\u00e9m estava ligando para mar e nuvens. Ivanizes gargalhava, zombando da tens\u00e3o minha e da Joanna. Eu, com a filmadora na m\u00e3o, n\u00e3o consegui apertar o bot\u00e3o nem gravar nada. Mas gritava \u201cUhh, Amaro!\u201d (o grito do Sargento Get\u00falio, no grande romance de Jo\u00e3o Ubaldo Ribeiro).\u00a0 Mas a sensa\u00e7\u00e3o mais forte que me ficou, foi o eco. Enquanto meu filho Breno, zen, enfrentava aquela prova de dire\u00e7\u00e3o pela qual jamais ele havia passado, eu ouvia perto as gargalhadas da minha esposa, Ivanizes (amamentadora de tigres) e os ecos long\u00ednquos dos gritos de Joanna, minha nora \u2013\u201cMANO DA FAVELA, o que \u00e9 isso???!!!\u201d.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Breno, zen como sempre, teve a iniciativa de acionar uma c\u00e2mara que estava num suporte do parabrisas e filmou parte do drama. Eu n\u00e3o consegui filmar nem fotografar nada, preocupado com minha sobreviv\u00eancia. As imagens que ser\u00e3o colocadas nesse espa\u00e7o do texto (quando ele envi\u00e1-las para mim) \u00a0s\u00e3o dele.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 O sufoco n\u00e3o parava nunca. Dezenas de calotas ao longo da descida, visivelmente perdidas por outros motoristas nervosos. \u00a0Declives profundos, falta de vis\u00e3o acima do cap\u00f4 do carro, curvas s\u00fabitas no sentido contr\u00e1rio \u00e0quele em que est\u00e1vamos indo. De vez em quando um acostamento, um pouco mais largo, rotulado de baia de emerg\u00eancia.<\/em>\u00a0Numa dessas baias,\u00a0\u00a0<\/em>\u00a0onde vimos um carro parado, com uma fam\u00edlia e pessoas vomitando. Acho que as baias s\u00e3o para isso.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0De repente, termina o declive e chegamos ao n\u00edvel do mar. Um quiosque na beira da estrada tem uma placa que diz \u2013\u201cSocorro mec\u00e2nico para freios\u201d. Est\u00e1vamos a 7 metros acima do n\u00edvel do mar, em Ubatuba. Pegamos a BR 101 para Paraty, onde chegamos ao anoitecer. \u00a0<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Andamos a p\u00e9 por Paraty. Fomos aos correios para despachar o excesso de bagagens (desde o free-shop de Chu\u00ed malas e caixas j\u00e1 estavam vindo no colo). Despachamos caixas de alfajores<\/em> e um monte de roupas de frio, usadas no sul do Brasil, no Uruguai e Argentina (enfrentamos 2 graus negativos por aquelas bandas).<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 \u00a0Breno e Joanna posaram para uma caricatura do Renato, um croata que vive ali e que retratou a mim a Ivanizes em 2002. Jantamos no restaurante Porto, com uma cozinha maravilhosa. Sentimos a falta do Merlin, uma casa que servia umas coisas divinas vindas do Mar Negro e que havia fechado. Ao final da caricatura do Breno e da Joanna, o Renato informou que o Merlin continua funcionando. Bem: pelo menos conhecemos o Porto.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 No dia seguinte, contornamos a ba\u00eda e fomos para Angra dos Reis.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Angra \u00e9 maravilhosa. J\u00e1 estivemos por l\u00e1 algumas vezes. Mas cabem algumas considera\u00e7\u00f5es. A cidade n\u00e3o tem nada de tur\u00edstico nem oferece estrutura para isso, o que voc\u00ea encontra nas pousadas localizadas longe do centro. O que vale mesmo s\u00e3o os passeios pela ba\u00eda, onde o mar apresenta um verde esmeralda maravilhoso e as ilhas escondem mil segredos.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Contratamos, por R$ 250,00, \u00a0um pequeno veleiro para 7 pessoas \u2013 \u00e9ramos 4 \u2013 e foi um espet\u00e1culo! Sidney, o dono e piloto, \u00e9 o carioca t\u00edpico \u2013 s\u00f3 alegria. O dia foi s\u00f3 sol. E a gastronomia no restaurante da Pousada Coqueiro Verde, na Ilha Grande, \u00e9 algo inesquec\u00edvel. O lugar \u00e9 paradis\u00edaco, convida a sonhar. E nos apareceu uma cadela, chamada Nina, que se apaixonou por n\u00f3s e n\u00f3s por ela \u2013 exatamente como o Bob, l\u00e1 em Punta Del Este. Nina grudou na gente, foi conosco at\u00e9 o p\u00eder. Havia um bote que nos levaria at\u00e9 o veleiro. Ela entrou no bote. Na hora de embarcarmos, ela pulou dentro do veleiro. Foi dif\u00edcil retir\u00e1-la e devolv\u00ea-la ao bote que nos trouxera.<\/strong><\/span><\/p>\n

\"\"<\/a>
<\/span> Nina \u00e9 elegant\u00edssima, limp\u00edssima, cheiros\u00edssima, com uma coleira chic, com o nome dela. Disseram que pertence ao dono de uma conhecida marca de biscoitos, que tem uma ilha ali perto. Um doce de pessoa, a Nina.<\/span><\/figcaption><\/figure>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0Voltamos para a pousada quase noite.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Sa\u00edmos da Pousada Daleste \u00e0s 10h00 pela BR 101, com destino ao Rio. Na altura de Itagua\u00ed, pegamos a Avenida Brasil vazia (era um s\u00e1bado), subimos a serra de Petr\u00f3polis, j\u00e1 na BR 040, e ao meio dia est\u00e1vamos fazendo check-in na Pousada Altenhaus, nossa hospedagem preferida em Itaipava. Almo\u00e7o no Parr\u00f4 do Valentim, que para n\u00f3s \u00e9 um ritual sagrado. Os gar\u00e7ons j\u00e1 s\u00e3o nossos velhos conhecidos e o divino bacalhau da casa, com um excelente vinho portugu\u00eas, j\u00e1 s\u00e3o praticamente um menu pr\u00e9-definido para n\u00f3s.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0A partir da\u00ed, foi um bater de pernas por dois dias, a descoberta de um pequeno e fant\u00e1stico restaurante mineiro no Shopping Esta\u00e7\u00e3o, com direito a m\u00fasica ao vivo, com um virtuose<\/em> do violoncelo, compras de porcelanas na Cer\u00e2mica Salvador, diversas pe\u00e7as de decora\u00e7\u00e3o e utens\u00edlios art\u00edsticos de cozinha na Serafina e o encontro com o h\u00e1 muito tempo procurado filhote de chihuahua branco, no Pet Shop Curva da Lua. E a constata\u00e7\u00e3o de que nada daquilo caberia no carro, j\u00e1 lotado.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0Nova visita aos correios e o despacho de duas malas. Na segunda-feira, \u00e0s 10h30min, est\u00e1vamos na BR 101, com destino a Sete Lagoas (MG), mais precisamente ao Hotel Fazenda Solar do Engenho, situado 10 km antes da cidade.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 No caminho, uma bela surpresa. Na reta de chegada a Belo Horizonte, descobrimos que o novo e gigantesco viaduto ficou pronto e o velho, decr\u00e9pito e assassino Viaduto das Almas ficou fora do nosso caminho.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Chegamos ao Solar do Engenho por volta das 17h00. \u00a0O lugar \u00e9 t\u00e3o lindo que as noivas do lugar fazem sua sess\u00e3o de fotos pr\u00e9vias para os \u00e1lbuns de casamento l\u00e1. E havia um monte delas, distribu\u00eddas pelos diversos ambientes encantadores da fazenda. O hotel, constru\u00eddo de materiais de demoli\u00e7\u00e3o, \u00e9 um passeio ao passado e de um bom-gosto a toda prova. Jantamos uma gostosa comida mineira no restaurante do hotel e fomos dormir pensando no dia seguinte, \u00faltima jornada da viagem.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0\u00a0\u00a0\u00a0 Ap\u00f3s o caf\u00e9 da manh\u00e3, retomamos a BR 040 e duas surpresas nos esperavam. A primeira \u00e9 que a intermin\u00e1\u00e1\u00e1\u00e1vel obra de duplica\u00e7\u00e3o da pista Sete Lagoas-Paraopeba foi finalmente conclu\u00edda. A segunda \u00e9 que o tra\u00e7ado novo n\u00e3o passa por dentro da cidade de Paraopeba e suas centenas de milhares de quebra-molas. Aten\u00e7\u00e3o para o asfalto. Embora novo, bem sinalizado e a pista ser dupla, h\u00e1 diversas depress\u00f5es suaves mas desconfort\u00e1veis, que d\u00e3o aquele frio na barriga (o chamado \u201cgozo de virgem\u201d). Contamos oito delas nesse trajeto.<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Por volta das 16h00 entramos em Bras\u00edlia e aportamos na SQN 115. Foram 25 dias, 7600 km rodados, nenhum incidente, nenhum pneu furado e nenhum buraco na estrada a ser reportado para nossos sputniks <\/em>(companheiros de viagem, em russo \u2013 como chamamos os frequentadores desse blog).<\/strong><\/span><\/p>\n

\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0No dia seguinte, pegamos a BR 020, duplicada, e em 30 minutos est\u00e1vamos no port\u00e3o da ro\u00e7a, toda a comiss\u00e3o de frente, composta de 14 c\u00e3es, fazendo a festa pelo nosso retorno e absolutamente curiosos para conhecer o novo componente \u2013 o chihuahua branco de Itaipava.<\/strong><\/span><\/p>\n

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<\/span> Fred Mercury, o novo integrante da matilha!<\/span><\/figcaption><\/figure>\n

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\u00a0 ******************************************************************************************************************************* Prezado Abreu, Obrigado pela boa vontade e pelo servi\u00e7o de sobreviv\u00eancia nas nossas estradas dado pelo seu blog. Fui rep\u00f3rter-pesquisador do Guia 4 Rodas nos anos 70, sei o trabalho que d\u00e1 atualizar as informa\u00e7\u00f5es \u2013 o que dignifica ainda mais o seu blog. Vou fazer Bras\u00edlia-Trancoso (BA) e encontrei aqui informa\u00e7\u00e3o essencial…<\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":true,"template":"","format":"standard","meta":{"om_disable_all_campaigns":false,"_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[3,10],"tags":[11],"class_list":["post-264","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-rodobras","category-test","tag-rodovias-brasileiras"],"aioseo_notices":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.expressaodaliberdade.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/264","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.expressaodaliberdade.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.expressaodaliberdade.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.expressaodaliberdade.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.expressaodaliberdade.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=264"}],"version-history":[{"count":43,"href":"https:\/\/www.expressaodaliberdade.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/264\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1398,"href":"https:\/\/www.expressaodaliberdade.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/264\/revisions\/1398"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.expressaodaliberdade.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.expressaodaliberdade.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=264"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.expressaodaliberdade.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}